escritos variados, desde música, humor, inovação e educação até política, administração, economia, marketing e cultura
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Maria Orgulhosa
Ontem vi um documentário sobre o CCR, e esta música simplesmente não desgrudou da minha cabeça.....
Incrível que MAIS UMA VEZ fa constatação de que músicas absolutamente geniais e inovadoras são incrivelmente simples... Bastaram 4 acordes para o genial John Fogerty escrever esta belezura.
Sorte de quem consegue tocá-la sem grandes dificuldades, mesmo sem tempo de ensaiar muito - como eu ....(rs)
Para quem preferir uma versão "tunada" (leia-se "over" em termos de arranjos), temos esta aqui:
Outra versão que também tornou-se um clássico:
terça-feira, 28 de julho de 2009
Analisando tendências
No caderno Mais! da Folha de São Paulo do último domingo (26/07), o tema da capa é TENDÊNCIAS.
Eis alguns trechos da (extensa) matéria:
Mas o que querem esses gigantes corporativos e seus cientistas multidisciplinares calcular de nossos e-mails, nossas compras, nossas buscas na internet?
O sucesso duradouro de "O Ponto da Virada" (ed. Sextante), do jornalista Malcolm Gladwell, nos dá uma das respostas: querem achar "os influenciadores". Nesse livro, apresenta-se uma tipologia dos indivíduos segundo sua função e importância na difusão de uma novidade, de um "meme". Este pode ser um hábito, uma atitude, uma tendência de consumo ou uma opinião.
Segundo o livro, alguns indivíduos seriam especiais, responsáveis por definir o alcance das ideias, e sugere-se que, uma vez conquistadas essas pessoas, as demais seguiriam por um efeito de avalanche.
O ponto crítico, o tal do "tipping point" [título original do livro], seria o momento em que o último grão é colocado para iniciar a avalanche, o último indivíduo necessário conquistar desse pequeno grupo para mudar toda a sociedade.
A ideia de que grandes mudanças dependem de convencer poucas pessoas é muito sedutora e desperta o interesse não só de empresas, publicitários e partidos políticos como também de organizações interessadas em difundir informação ou práticas de saúde e cidadania. Desvendar os influenciadores seria a pedra filosofal da propaganda boca a boca, uma expectativa que, aliada a nossa experiência diária com vídeos de completos desconhecidos atingindo a fama pela internet, cria uma euforia sobre o assunto.
Seis graus
O que Gladwell apresenta, no entanto, é um lado de um debate científico de mais de meio século, que motivou a ida de Duncan Watts ao Yahoo! para, com os recursos do portal, realizar experimentos e análises que esclareçam seu ceticismo com relação à existência dos tais influenciadores. Ele já propôs, sustentado em seus trabalhos acadêmicos, que a teoria é pura retórica.
Duncan, doutor em física, mas antes marinheiro australiano, ficou conhecido no meio acadêmico por surfar a crista da onda de interesse das ciências exatas em problemas sociológicos, propelida pelo poder analítico dos computadores modernos.
Entre o público em geral, seu livro "Six Degrees - Science of a Connected Age" ["Seis Graus -A Ciência de uma Era Conectada"] fez sucesso, e seus experimentos virtuais e sociais, dentre os quais uma reprodução em escala ampliada pela internet dos famosos seis graus de separação de Stanley Milgram, foram notícia e até viraram série televisiva.
Curiosamente, seu interesse na questão dos influenciadores reflete o ambiente que ocupava na Universidade Columbia, como professor do departamento de sociologia que antes abrigou o Escritório de Pesquisa Social, fundado e dirigido por Paul Lazarsfeld, onde nos anos 50 realizavam-se os primeiros estudos quantitativos sobre influência social.
Austríaco e matemático de formação, Lazarsfeld contribuiu decisivamente para a metodologia da sociologia estadunidense. Foi um estudioso da comunicação e coordenou pioneiras pesquisas de campo sobre a relação entre mídia de massa e população.
Formulou o modelo de fluxo da comunicação em duas etapas, segundo o qual ideias e opiniões não fluem diretamente da mídia para o cidadão, mas apenas para um grupo mais educado e interessado, que por sua vez transmite-as para a população geral por meio de contatos pessoais. Lazarsfeld chamou esses grupos (no plural, pois a cada campo de influência correspondem grupos diferentes) "líderes de opinião" e destilou suas qualidades e relações com os demais atores.
Quem lê seus trabalhos vê expressões como "líderes de moda", "líderes de política", "líderes de cinema", e a comparação com a teoria dos influenciadores torna-se imediata.
Porém o que Lazarsfeld fez foi mapear cada rede de influências e destacar um grupo por sua posição nessa rede com relação à dinâmica específica da passagem de influência da mídia para a população.
Deixando-se de lado a atualidade da teoria, permanece a questão: como o indivíduo se relaciona com suas influências e quais canais são relevantes na sua dinâmica? Essa pergunta foi então abordada frontalmente ao final daquela década por Everett Rogers.
A matéria completa está AQUI.
Vale a pena ler.
Aliás, logo depois, no mesmo caderno, uma outra matéria, correlata, é igualmente imprescindível; está AQUI, e trata de livros (e/ou teorias) feitos para vender, em contraposição àqueles que demandam pesquisas sérias.
Trata-se de uma EXCELENTE reportagem que diz respeito à velocidade de difusão de inovações, comportamento do consumidor, segmentação e nichos...... Enfim, temas cruciais ao marketing.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Ordinary morning
Chupinhado da lista de vídeos do Vagner no Orkut - porque vale MUITO a pena.......QUE SOLO DO CLAPTON !!!!!!! PQP....
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Reflexões filosóficas (02)
TESÃO.
Não sei quanto a você, caro leitor, mas eu sou movido a tesão.
Qualquer tarefa a ser realizada, desde a mais simples e banal, até a mais complexa, deve vir acompanhada de TESÃO - vontade real de fazer aquilo, sejá lá o que for.
Para lavar o carro, preciso estar com tesão - caso contrário, levo ao lava-rápido (isso se a preguiça não for maior, como ontem).
Para escrever um artigo, preparar uma prova, fazer um relatório ou análise etc....para tudo isso, preciso estar com tesão.
Senão, sento no sofá, ou então vou tomar uma Coca, fumar um cigarro, olhar para o infinito.....
Isso vale para tarefas profissionais, pessoais e quaisquer outras. Sem tesão, não há solução (era esse o título de um livro, não ?!).
Mas aí, fico pensando o seguinte: diante desse cenário lastimável da falta de talento (ou excesso de gente incompetente no mundo, tanto faz), como manter o tesão ?
Quando comecei a lecionar, tinha um tesão inexplicável, incomensurável.
Chegar mais cedo na faculdade ? Maravilha !
Aceitar atender um aluno em horários alternativos para ajudar num trabalho qualquer ? Sem problemas.
O plano de aulas estava sempre prontinho 2 semanas antes do início do semestre letivo, e os materiais de todo o semestre já estavam prontos, revisados...... Provas, trabalhos e atividades das aulas ?! 100% prontas, planejadas, impressas (ou digitalizadas).
Mas como MANTER isso com o passar do tempo - pior ainda: como manter isso ao longo do tempo, quando vemos gente incompetente, sem nenhum talento, atrapalhando-nos diariamente.
Pior do que atrapalhar é aquela gente que trabalha CONTRA, ou seja, faz o possível e o impossível para minar o nosso trabalho - seja de forma aberta, "descarada", seja veladamente.
O que fazer, então, quando o tesão se perde ?!
Para ser sincero, agradeço quaisquer sugestões para manter o tesão em alta, a despeito dessas adversidades. Confesso que, neste ano, tive tantos contratempos, tanta gente (sem talento, incompetente) trabalhando contra, conspirando (puxa, que dramático!), que fui perdendo gradativamente o tesão em muitas coisas.
Adoro estar em sala de aula, lecionar - mas não tenho mais o menor saco para corrigir provas, trabalhos, ler porcarias, lutar contra a burrocracia...... Lecionar ainda me dá MUITO tesão, mas junto com essa tarefa prazerosa acabam vindo outras, chatas, irritantes.
Como contornar isso ?!
Como continuar fazendo aquilo que dá tesão ("thrill"), e concomitantemente escapar das porcarias que irritam, atrapalham ?!
E quando essas porcarias avolumam-se, sobrepujando o tesão ?
O que fazer quando se perde "that loving feeling" ?!
Não quero nem ouvir aquele amontoado de besteiras do povo do RH, sobre "motivação" e afins.
Não há motivação que supere tantas cagadas, tanta gente incompetente nas posições de chefia, tantos incompetentes trabalhando para atrapalhar o NOSSO trabalho.
Impossível falar em motivação neste contexto. Devido a tantos incompetentes, sem talento, só resta a desmotivação.
No meu caso, confesso, a única coisa que mantém a vontade de seguir lecionando é justamente o feedback que recebo dos alunos.
Tirando isso, não sobra NADA.
Absolutamente NADA.
E aí, o que fazer ?!
CRM simplificado
Avistou um letreiro, parou e entrou.
Na recepção, uma moça o cumprimentou amavelmente.
Em poucos minutos, o hóspede já se encontrava confortavelmente instalado.
No quarto, uma cama, impecavelmente limpa, uma lareira, um fósforo sobre a lareira, para ser riscado. Era demais!
O homem que queria um quarto apenas para passar a noite, achou que estava com sorte. Mudou de roupa para o jantar.
A refeição foi tão deliciosa, como tudo o que tinha experimentado, até então.
Quando retornou para o quarto. Fazia frio e ele estava ansioso pelo fogo da lareira.
Surpresa! Alguém havia se antecipado e, quando entrou, o fogo já ardia na lareira.
A cama estava preparada, os travesseiros arrumados e um chocolate sobre cada um.
Que noite agradável aquela!
Na manhã seguinte, o hóspede acordou com um estranho borbulhar, vindo do banheiro. Saiu da cama para investigar.
Era uma cafeteira, ligada automaticamente por um timer, estava preparando o seu café e, junto um cartão que dizia: "Sua marca predileta de café. Bom apetite!"
Era mesmo!
Como eles podiam saber desse detalhe?
De repente, lembrou-se: no jantar perguntaram qual a sua marca preferida!
Em seguida, ouviu um toque na porta. Ao abrir, encontrou o jornal de todos os dias...
Como eles adivinharam?
Lembrou que a recepcionista havia perguntado qual jornal ele preferia.
O cliente deixou o hotel encantando, feliz pela sorte de ter ficado num lugar tão acolhedor.
Mas, o que esse hotel fizera mesmo de especial?
Apenas ofereceram um fósforo, um chocolate, uma xícara de café e um jornal.
Nunca se falou tanto na relação empresa-cliente como nos dias de hoje.
Milhões são gastos em planos de marketing e, no entanto, o cliente está cada vez mais insatisfeito.
Mudam embalagens, mas se esquecem das pessoas.
O valor das pequenas coisas e pequenos gestos de cordialidade, gentileza, conta, e muito.
Crise nos EUA e os políticos brasileiros
O sujeito é americano e se chama Marc Faber. Ele é Analista de Investimentos e empresário. Em junho de 2008, quando o Governo Bush estudava lançar um projeto de ajuda à economia americana, ele encerrava seu boletim mensal com um comentário bem-humorado, não fosse trágico.
O Governo Federal está concedendo a cada um de nós uma bolsa de U$ 600,00.
Se gastarmos esse dinheiro no supermercado Wall-Mart, esse dinheiro vai para a China.
Se gastarmos com gasolina, vai para os árabes.
Se comprarmos um computador, vai para a Índia.
Se comprarmos frutas e vegetais, irá para o México, Honduras e Guatemala.
Se comprarmos um bom carro, irá par a a Alemanha ou Japão.
Se comprarmos bugigangas, irá para Taiwan....
E nenhum centavo desse dinheiro ajudará a economia americana.
O único meio de manter esse dinheiro na América é gastá-lo com prostitutas e cerveja, considerando que são os únicos bens ainda produzidos por aqui.
Estou fazendo a minha parte.
COMENTÁRIO DE UM BRASILEIRO BEM HUMORADO:
Realmente a situação dos americanos parece cada vez pior. Lamento informar que, depois desse seu e-mail, a Budweiser foi comprada pela brasileira AmBev...portanto, restaram apenas as prostitutas.
Porém, se elas (as prostitutas) repassarem parte da verba para seus filhos, a grana irá para Brasília.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Mais teoria dos jogos, música cafona dos 80
Além disso, devo registrar que é ÓTIMO estar em férias, para poder colocar a leitura em dia.
Está sendo muito útil na preparação do projeto do doutorado....(que, conforme decidi no sábado, vai incluir, sim, teoria dos jogos e inovação tecnológica).
E, paralelamente, está sendo ótimo redescobrir alguns discos velhos - inclusive de músicas bregas, cafonas e piegas até o talo, como isso aqui:
Reflexões filosóficas (01)
A falta de tempo nos últimos meses (em particular nos 2 últimos) me impediu.
Agora, em férias, tive tempo de atualizar algumas coisas, inclusive a cabeça.
E, ao assistir a algumas coisinhas no YouTube, além do que tenho refletido sobre várias coisas, resolvi iniciar a tal "série" - que, já aviso, não garanto fazer de forma sequencial, "bunitinha".
Mas eu queria falar sobre o TALENTO, para iniciar.....
Bom, comecei a pensar sobre isso ao ver esse vídeo aqui:
Sou fã de longa data do Dire Straits. Desde que o álbum Brothers in Arms foi lançado, em 1985, ouço direto. Um dos últimos álbuns da banda, On Every Street, eu acho genial - e lembro de tê-lo comprado, assim que foi lançado, em VINIL. Eu ainda não tinha CD (nem lembro se já existia ou não, mas EU não tinha).
E hoje, cada vez que vejo Mark Knopfler tocando (seja no Dire Straits, seja em carreira solo), fico pensando sobre o TALENTO.
O cara nunca foi considerado (nem quis) nenhum "virtuoso" na guitarra. Mas seu estilo de tocar é SENSACIONAL.
Não me refiro apenas à velocidade, mas ao feeling, à técnica, à harmonia.....
Contudo, ninguém pode dizer que Mark Knopfler é um cantor de voz potente, um showman (pelo menos se tivermos como base de comparação nomes como Freedie Mercury, Bruce Dickinson, Ronnie James Dio, David Coverdale etc).
Ainda assim, o cara "inaugurou" a MTV (americana) nos anos 80, compôs músicas geniais, é um guitarrista respeitado (que já tocou ao lado de gente como Clapton, Phil Collins, Luciano Pavarotti, Sting, Paul McCartney etc), e faz shows incríveis.
O que sustenta tudo isso ?!
TALENTO.
É difícil DEFINIR o que é talento, mas é impossível não reconhecê-lo ao ver demonstrações simples, práticas, reais.
O passar do tempo não "enfraquece" o talento - pelo contrário, só o desenvolve mais.
Ainda assim, o talento é pouco valorizado. Ao menos na prática.
Em particular no Brasil (conquanto não seja "apenas" aqui), o talento é preterido, geralmente em benefício de algo mais "comercial", vendável.
Músicos talentosos não têm apelo comercial, mas os tchans, os créus, as bundas têm.
BBBs, aprendizes e outros lixos têm espaço garantido na TV, mas coisas de qualidade ficam escondidas na madrugada, ou em canais "alternativos" (em tempo: recomendo a minisérie "Som e Fúrua", da Globo - genial!).
Vemos isso não só na música, aliás.
Nas empresas, pessoas com talento são preteridas em prol do "cunhado do vizinho do diretor" ou algo equivalente.
Pessoas com competência e talento não acham espaço, seja pela politicagem do pior tipo (os "QI"s), seja pela incapacidade assombrosa que o RH tem em selecionar os ruins em detrimentos dos talentosos.
O resultado dessa falta de preocupação com o talento, com a competência, no caso da música é mais fácil de perceper - basta ligar a TV e ver as bundas balançando, as "modelos-manequins-atrizes-apresentadoras" nas capas de Playboys (nada contra a Playboy em si, claro!) e afins.
E quando nós temos que conviver com profissionais sem talento nenhum, vexatoriamente incompetentes e incapazes, como "pares" ?!
Há alguns anos, quando decidi minha incursão pelo universo acadêmico, como docente, eu tinha esta (falsa) impressão de que no mundo acadêmico, diferentemente do "mercado", o talento e competência seriam mais relevantes do que a politicagem, e as bundas.
Eu estava redondamente (sem trocadilho) enganado.
O mundo acadêmico também é repleto de bundas, créus, BBBs, fazendas e aprendizes.
O maior problema, contudo, é que os professores têm a árdua tarefa de formar as próximas gerações.
Contudo, é lamentável ver o tipo de professores que hoje estão a cargo desta tarefa - árdua, sem dúvida, mas extremamente prazerosa, recompensadora.
Pessoas despreparadas, verdadeiros PICARETAS, que tomam ações ridículas, falam bobagens vexatórias - mas têm pose, se acham verdadeiros "líderes do BBB".
Quantas e quantas vezes eu não presenciei certos "professores" falando besteiras inacreditáveis para alunos - que, muitas vezes, têm uma forte crença de que seguir as orientações e conselhos daquele professor é uma quase obrigação ?!
Mas e o TALENTO ?
Devido à relação de proximidade e confiança que tenho com (muitos dos) meus alunos, acabou ouvindo certas "confissões" e relatos sobre outros professores. Eles incluem elogios, indiferença, e críticas.
Obviamente, todos devem ser contextualizados, e não podem ser tomados como verdade absoluta - são pontos de vista. Mas são os pontos de vista DOS ALUNOS - aqueles a quem, EM TESE, os professores devem servir, ou seja, os "clientes finais".
Posteriormente, somando-se estes relatos e informações à observação do comportamento efetivo de alguns destes docentes BBBs, porém, fica evidente que as críticas dos alunos, em grande medida, eram mais do que procedentes - por vezes, inclusive, eram críticas até suaves demais, dada a arrogância, o despreparo e a completa falta de talento dos professores.
Contudo, não é APENAS em nível docente que falta talento.....na gestão (ou gerência, ou coordenação, direção etc) destes professores, também.
Reunião de professores em pleno sábado (por quê ?! Não tem um dia pior para isso ?! Digamos domingo, às 8 da noite ??????). OK.
Todo aquele blábláblá que não leva a lugar nenhum.
Reunião termina; nenhuma decisão relevante, nenhuma informação minimamente útil. 4 horas perdidas.
Na saída, por acaso, caio na besteira de ir confirmar, na Secretaria, o horário da minha aula da segunda-feira, se a primeira ou se a segunda (esclarecendo: a reunião do sábado antecedia o início do ano letivo, na segunda-feira posterior).
Só então (repito: POR ACASO) sou informado de que a minha disciplina teria sofrido uma alteração, e ela NÃO teria espaço na grade naquele semestre.
Ninguém teve a gentileza, a educação, a competência, o TALENTO GERENCIAL de avisar o professor da disciplina.
Ninguém teve o bom senso de imaginar que o professor (no caso, este otário que vos escreve) já estava com o planejamento da disciplina PRONTO para o semestre inteiro.
Ninguém avisou nada. Acabei sabendo por ACASO - e um acaso bastante improvável, pois a reunião já havia acabado, e supostamente eu já deveria ter ido embora.
Fui discutir um outro assunto, sem nenhuma relação, e acabei perguntando sobre o horário apenas para desencargo de consciência, confirmação daquilo que eu achava já estivesse absolutamente confirmado.
Será que isso foi um fato isolado ?!
NÃO.
Este exemplo é capaz de tipificar a absoluta e vexatória falta de talento - que, em muitos casos, confunde-se com COMPETÊNCIA.
Falta talento (e/ou competência e/ou ambos) à pessoa (teoricamente) responsável pela coordenação (gestão, gerenciamento etc) das atividades, das pessoas.
Contudo, estas pessoas que DEVERIAM ser responsáveis por isso geralmente são aquelas que em seus discursos enfatizam a importância dos RECURSOS HUMANOS.
Isso acontece nas empresas, com gestores de RH, mas acontece TAMBÉM no mundo acadêmico-universitário - e, neste caso, usualmente envolvendo professores com títulos e mais títulos, cursos e mais cursos, cujos conteúdos teoricamente são repletos de técnicas de psicologia, antropologia, sociologia, educação, pedagogia etc.....
Pessoas que em seus discursos falam de gestão de aprendizagem, de pessoas, de liberdade, respeito, competência e muito mais - porém, na prática, "esquecem" de gerir as pessoas.
Esquecem de detalhes como informar o professor que ele não terá aquela disciplina - de preferência, ANTES que o otário do professor prepare as aulas, o planejamento etc.
Outro exemplo: minha aula foi cancelada/transferida, mas eu fico sabendo disso por meio dos alunos, DEPOIS que já estou instalado na sala de aula.
A coordenação "esqueceu" de me avisar - mas combinou tudo com os alunos, com a Secretaria, com o faxineiro, com o porteiro, com a "tia" do dog...... Só o otário aqui não foi avisado!
Resultado: recolhi minhas coisas, e fui embora para casa - o que significa que perdi 4 horas entre o trânsito enfrentado para CHEGAR na faculdade, comer um cachorro-quente e voltar para casa. Nunca gastei tanto tempo (e gasolina, dinheiro do estacionamento, paciência de ficar parado na Marginal) para comer um cachorro-quente !!!!
É ou não é falta de talento ?!
O que dizer, então, daqueles professores saboneteiros ?!
Eu, na graduação, tive alguns.
O perfil desse tipinho é sempre o mesmo: tem algum diploma/título de uma faculdade de renome, mas nunca fez nenhum trabalho, pesquisa, artigo ou tese minimamente relevante; o pior, contudo, é que o tipinho se acha a terceira bolacha do pacote - mas, na prática, não tem NENHUM talento ou competência para ensinar.
Tive um professor de gestão de produtos assim, na graduação - Rittner.
Só sabia falar de Dove. Para as aulas medíocres dele, o único exemplo para qualquer teoria era o Dove.
Qualquer pergunta sobre outro tipo de produto era descartada. Só Dove interessava.
Para quem é da área de marketing, não é preciso explicação adicional.
Para quem não é, eu explico a fixação pelo Dove: sabonete é o tipo de produto que cabe de exemplo para virtualmente todas as teorias básicas de gestão de produtos (um dos Ps do mix de marketing). Isso significa o seguinte: o cara tinha preguiça para pesquisar qualquer outro exemplo para ilustrar as teorias, então ficava sempre no Dove. Mas o pior é que ele se achava a terceira bolacha do pacote, a última Coca-Cola do deserto - e suas aulas eram incrivelmente chatas, soníferas, e desprovidas de conteúdo.
Esse é o tipo picareta: enche os alunos de xerox de matérias de jornais e revistas, mas não dá rigorosamente nenhum embasamento teórico; fica sempre nos mesmos exemplos maçantes nas aulas, para não ter que se arriscar a tratar de exemplos que possam demonstrar que ele não domina o assunto; tem aquele tom monocórdico nas aulas, que faz com que qualquer um durma em no máximo 30 minutos; enche a lousa de bobagens sem sentido, para dar a impressão de "ter conteúdo"; faz provas complexas, ilegíveis, para parecer que "exige" muito dos alunos.
Estes poucos exemplos que eu narrei aconteceram comigo, na vida acadêmica (como aluno, no caso do saboneteiro, ou como professor). Mas eles são exemplos que valem para o mercado de trabalho "normal" (empresas).
Passei por situações semelhantes/análogas na vida profissional, como consultor e/ou empregado (se bem que "empregado" foi por pouquíssimo tempo).
Incompetentes como "pares", como chefes..... E eu, de mãos atadas.
Todos nós passamos por situações assim. Temos que conviver com os incompetentes, os sem-talento que se metem a fazer alguma coisa para a qual não têm nenhum preparo, nenhuma vocação - inclusive atendentes do SAC, funcionários de banco, atendentes do SAC, atendentes do SAC etc...
Novamente, pergunto: E O TALENTO ?
Ahn, é só um detalhe, né ?!
Afinal, temos as bundas do tchan, os bichinhos da fazenda, as modelos-manequins-atrizes-apresentadoras da vida.
Não precisa de talento, basta ter bunda.
Cruzeiro - nowhere place....
Ok, diversão é diversão.
Mas..............precisa soltar a franga desse jeito ???????????????????????????
Recursos humanos - servem para......quê ?
Patrícia Gomes - Diretora de Recursos Humanos
COMUNICADO PARA TODOS OS FUNCIONÁRIOS.
Data: 01 de dezembro Assunto: Festa de Natal
Tenho o prazer de informar que a festa de Natal da empresa será no dia 23 de dezembro, com início ao meio-dia, no salão de festas privativo da Churrascaria Grill House. O bar estará aberto com várias opções debebidas. Teremos uma pequena banda tocando canções tradicionais **de **natal...sinta-se à vontade para se juntar ao grupo e cantar! A árvore de Natal terá suas luzes acesas às 13:00. A troca de presentes de amigo secreto pode ser feita a qualquer momento, entretanto, nenhum presente deverá exceder R$20,00, a fim de facilitar as escolhas e adequar os gastos a todos os bolsos.
Boas festas para vocês e suas famílias,
Patrícia
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Patrícia Gomes - Diretora de Recursos Humanos
COMUNICADO PARA TODOS OS FUNCIONÁRIOS.
Data: 02 de dezembro
Assunto: Festa de Natal
De maneira alguma nosso memorando de 01 de dezembro pretendeu excluir nossos funcionários judeus! Reconhecemos que o Chanukah é um feriado importante e que costumam coincidir com o Natal, mas isso não aconteceu este ano. De qualquer forma, passaremos a chamá-la de "Festa de Final de Ano". A mesma política se aplica a todos os outros funcionários que não sejam cristãos e àqueles que ainda celebram o Dia da Reconciliação.
Não haverá árvore de Natal. Nada de canções de natal nem coral.
Teremos outros tipos de música para seu entretenimento.
Felizes agora?
Boas festas para vocês e suas famílias,
Patrícia
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Patrícia Gomes - Diretora de Recursos Humanos
COMUNICADO PARA TODOS OS FUNCIONÁRIOS.
Data: 03 de dezembro
Assunto: Festa de Natal
Com relação ao bilhete que recebi de um membro do Alcoólicos Anônimos olicitando uma mesa para pessoas que não bebem álcool... você não assinou seu nome! Fico feliz em atender o pedido, mas se eu puser uma placa na mesa "Exclusivo para AA", vocês não serão mais anônimos... Como faço então? Nenhuma troca de presentes será permitida, uma vez que os membros do sindicato acham que R$20,00 é muito dinheiro e os executivos acham que $ 20,00 é muito pouco para um presente.
NENHUMA TROCA DE PRESENTES SERÁ PERMITIDA, certo?
Patrícia
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Patrícia Gomes - Diretora de Recursos Humanos
COMUNICADO PARA TODOS OS FUNCIONÁRIOS.
Data: 07 de dezembro
Assunto: Festa de Natal
Eu não sabia que no dia 20 de dezembro começa o mês sagrado do Ramadan para os muçulmanos, que proíbe comer e beber durante as horas do dia. Talvez a Churrascaria Grill House possa segurar o serviço de bufê até o fim do dia - ou então, embalar tudo para que vocês levem para casa nas marmitas. O que vocês acham disso?
Novidades: neste meio tempo, consegui que os membros do Vigilantes do Peso sentem o mais longe possível do bufê de sobremesas; as mulheres grávidas sentem-se o mais perto possível dos banheiros; teremos assentos mais altos para pessoas baixas e comida com baixa-caloria estará disponível para os que estão de dieta.
Nós não podemos controlar a quantidade de sal utilizada na comida.
Desta forma, sugerimos para estas pessoas com pressão alta provar o gosto primeiro. Haverá frutas frescas de sobremesa para os diabéticos.
O restaurante não dispõe de sobremesas sem açúcar.
Nossas profundas desculpas.
Esqueci de alguma coisa?
Patrícia
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Patrícia Gomes - Diretora de Recursos Humanos
COMUNICADO PARA TODOS FILHOS DA PUTA QUE TRABALHAM NESTA EMPRESA.
Data: 08 de dezembro
Assunto: Festa de Natal DO CARALHO
Vegetarianos!?!?!??! Sim, vocês também tinham que dar sua opinião de merda ou reclamar de alguma coisa!!! Nós manteremos o local da festa na Churrascaria Grill House; quem não gostar, foda-se! Então, como alternativa, seus putos, vocês podem sentar-se quietinhos na mesa mais distante possível da tal "churrasqueira da morte" - como vocês se referiram de forma bastante depreciativa ao utensílio. E vocês terão também sua mesa de saladas de merda, incluindo tomates hidropônicos da casa do caralho & arrozinho grudento pra comer de pauzinho. Aqueles que, naturalmente, ainda não gostaram, podem enfiar tudo no cu. **
Ah, espero que vocês todos tenham uma bosta de festa de final de ano!
E que dirijam muito, muito bêbados e morram todos, todinhos esturricados por aí.
Escutaram? A Vaca, diretamente da puta que os pariu.
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Dr. Pacheco - Diretor de Recursos Humanos INTERINO
COMUNICADO PARA TODOS OS funcionários
Data: 10 de dezembro Assunto: Patrícia Gomes e Festa de Final de Ano
Tenho certeza que falo por todos desejando para a Patrícia um rápido restabelecimento para sua crise de stress.
Por conta deste fato, a diretoria decidiu cancelar a Festa de Final de Ano e dar folga remunerada para todos na tarde do dia 23 de dezembro.
**Boas Festas,***
Pacheco
sábado, 11 de julho de 2009
Comércio eletrônico segmentado
Relógio Creative, da marca DKNY, de R$ 1 ,4 mil por R$ 629. Óculos Midnight, de Fause Haten, de R$ 327 por R$ 143,91. Banqueta Massonet Tam Tam Fluo, da Benedixt, de R$ 265 por R$ R$ 127,90. Preços tentatores? Eles eram oferecidos, no final de junho, pelo BrandsClub, um site de comércio eletrônico que funciona como um clube fechado de compras. Para entrar, não basta um cadastro. É necessário ser convidado por algum outro participante ou aguardar numa fila de espera pela autorização. O BrandsClub entrou no ar no início deste ano, resultado de uma primeira rodada de investimentos no valor de R$ 10 milhões. Na liderança do site está Paulo Humberg, um empreendedor veterano da internet. Formado em mar-keting pela ESPM, Humberg criou o Shoptime, programa de TV com ofertas de produtos para casa, o site de leilões Lokau.com e o portal iBest. Fundou ainda a A5 TMT Company, um fundo de investimento para novos projetos nas áreas de tecnologia, mídia, entretenimento e telecom.Neste modelo de negócios, a SEGMENTAÇÃO é crucial.
A inspiração para o lançamento do conceito de outlet virtual veio da Europa, principalmente do francês Vente-privee, que ficou famoso ao vender 55 mil pares de tênis Puma em um dia. "Alguma loja convencional é capaz de vender esse volume em tão pouco tempo?", diz Humberg. Apesar de o negócio de clubes fechados de compra ser recente no Brasil, o BrandsClub não está sozinho. Tem concorrentes como o Superexclusivo, o Privalia e o Coquelux. Para estimular o impulso de compra dos usuários, os descontos são agressivos e as promoções têm data e hora para começar e acabar. "Com medo de perder a oportunidade ou de o estoque esgotar, o cliente compra assim que entra no site", diz Juliana Messenberg, sócia do Superexclusivo.
Reprodução
No BrandsClub, as vendas são chamadas de eventos e duram, em média, quatro dias. Assim que uma marca decide fazer a promoção no site, os itens vão para um galpão em Alphaville, na Grande São Paulo. Lá, são fotografados por uma equipe do site. Os clientes recebem a relação das vendas por e-mail. No dia 11 de maio passado, às 7h, por exemplo, começou uma venda da marca NK Store. Vinte minutos depois, 13 peças tinham sido comercializadas. Uma hora depois, o número chegava a 80. No final da tarde, dos 16 vestidos oferecidos, 11 estavam esgotados. "Quanto antes você entra, mais opções tem", diz Carolina Leonhardt, 29 anos, uma cliente assídua do BrandsClub.
A vantagem para as lojas é a possibilidade de diminuir estoques. "Para a marca, é bom ter uma solução fechada que dê vazão ao excedente sem comprometer a imagem", diz Roberto Jalonetsky, cofundador e negociador do BrandsClub com os fornecedores. No futuro, o site pretende criar vendas ainda mais fechadas. "Podemos pegar um grupo seleto de compradores do nosso universo e fazer um evento direcionado a ele", diz Humberg. Tecnologia para isso já existe e está sob a responsabilidade do francês Olivier Grinda, cofundador do BrandsClub. Mas falta ainda uma base maior de clientes. A intenção do BrandsClub é chegar a 1,5 milhão de usuários até o final de 2009. Hoje são cerca de 50 mil cadastrados, segundo o site. O objetivo de Paulo Humberg é alcançar um faturamento de R$ 15 milhões no final do ano. "Temos nas mãos um projeto de R$ 1 bilhão em oito anos", afirma.
Através dela, pode-se eleger um nicho bastante específico, sem que a imagem de sofisticação (e preços premium) das marcas envolvidas seja reduzida.
A exclusividade das marcas é mantida (brand equity), as vendas aumentam (assim como as margens), reduz-se o estoque (menos prejuízo financeiro) e todos ficam felizes - exceto quem quer comprar estes produtos e não pode, pois não foi convidado por ninguém que faça parte do nicho em questão......
E o twitter ?
Pois é...... o twitter virou assunto da moda.
Mesmo ocupadíssimo como estive nos últimos meses (razão pela qual o blog não tem sido atualizado como deveria), seria impossível não ter ouvido (e lido) sobre o twitter.
Escrevi sobre ele, superficialmente, em março (aqui), além de ter disponibilizado um vídeo interessante (aqui).
Em linhas gerais, mantenho minha opinião. Agora tenho a minha conta do twitter (aqui), e até o momento, a impressão que tenho é a mesma que revelara em março: Eis aí um serviço que, para mim, é de uma imbecilidade ímpar. Chato, inócuo e bestinha. E, além disso, não tem um modelo de negócios - em suma, não se justifica.
Cheguei a fazer o pacote completo para testar o twitter: cadastro via web, aplicativo (add-on) para o Firefox, software para acessá-lo pelo celular etc.... Ok, isso quer dizer que do meu celular eu posso ler, via twitter, que fulano está jantando com a namorada, ou que está preso no trânsito.....E DAÍ ?
Uma matéria da Época Negócios (que, como eu já disse várias vezes, está humilhando a Exame, em termos de conteúdo) de julho (na íntegra AQUI), porém, revela outras possibilidades - interessantes, aliás:
"Saindo pãozinho agora." É com esta mensagem de 19 caracteres que desde o início do ano o Twitter do supermercado Farinha Pura, do Rio de Janeiro, informa aos clientes qual o melhor horário para buscar pão quente. O supermercado também fornece senhas diárias que dão 5% de desconto nas compras. Com isso, consegue mensurar o alcance do Twitter, que transformou em ferramenta de comunicação. "Três ou quatro seguidores nos visitam por dia", diz Tiago Pitta, gerente de marketing do Farinha Pura.
A construtora e incorporadora Tecnisa vendeu um apartamento de R$ 500 mil, no dia 28 de maio, para um seguidor de sua marca no Twitter. O comprador procurava um imóvel quando viu no Twitter uma promoção da Tecnisa. O usuário que comprasse um imóvel ganhava um cupom de R$ 2 mil da Lojas Americanas. Segundo Roberto Loureiro, gerente de redes sociais da Tecnisa, o primeiro contato do cliente foi feito pelo microblog. Ele foi, então, encaminhado aos corretores para finalizar a venda. Romeo Busarello, diretor de marketing da Tecnisa, diz que a ferramenta tem sido boa para prospectar clientes. "Quem segue a Tecnisa é porque está procurando um imóvel", afirma Busarello, que contabiliza cerca de mil seguidores da Tecnisa. "As principais vantagens são o custo zero e a barreira zero", diz.
A primeira pesquisa sobre os usuários brasileiros do Twitter, feita pela agência Bullet, em abril de 2009, aponta que 79% seguem ou já seguiram perfis de empresas, eventos ou campanhas publicitárias no microblog. Uma boa notícia para as empresas. Segundo Wagner Fontoura, da agência de publicidade para mídias sociais Riot, as empresas brasileiras começam a descobrir a capacidade do Twitter de alcançar o consumidor websurfer, aquele que busca na internet referências para tudo. O sucesso de iniciativas como as da Farinha Pura e da Tecnisa segue na linha adotada por Dell, Submarino e Fast Shop. "Experiências como essas chancelam o Twitter como plataforma de comunicação corporativa", diz Fontoura.
Ok, sob a ótica desta (curta) reportagem, há aspectos interessantes sobre o twitter.
Agora.....CUSTO ZERO ??????????
Na-na-ni-na-não.
Há custos, SIM !!!!!
Ora, para usar o twitter, a pessoa precisa de computador (desktop, notebook, não importa), acesso à internet, nível básico de inglês etc...... Temos aí uma barreira (aliás, MAIS DE UMA) que restringe o potencial de penetração do twitter no Brasil.
A despeito do crescimento do número de internautas no Brasil (segundo pesquisa recente do Ibope, seriam algo como 60 milhões de pessoas), ainda há um IMENSO contingente de pessoas que não conseguem acessar a internet - ou mesmo pessoas que se enquadram como "internautas" na pesquisa do Ibope NetRatings, mas que, NA PRÁTICA, não tem interesse no twitter.
Convenhamos: quantas pessoas você, caro leitor, conhece, que têm computador, têm acesso à internet (em casa, no trabalho, não importa), mas ainda assim não participa destas "redes sociais" (como orjut, facebook, twitter etc) ?
Eu conheço DEZENAS.
PS - A mesma edição da Época Negócios traz outra matéria, útil, sobre o comportamento no ambiente do twitter, em particular para executivos. Está AQUI, é é muito divertida.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Armadilha
Além do bom humor, transmite de forma clara e eficiente a mensagem central do benefício do produto - e, mais do que isso, como usar a percepção geral do cliente, passa a ser CRÍVEL.
Genial.
domingo, 5 de julho de 2009
Cisnes negros
Uma das mais fascinantes tem sido o livro A lógica do cisne negro.
EXCELENTE leitura. Estou adorando mesmo.
Para quem quiser um "gostinho" da obra, leia ESTE ARQUIVO.
Além disso, o site do autor, Nassim Taleb, tem coisas interessantes também. Veja AQUI.
Finalmente, alguns vídeos interessantes:
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Marketing na prática
Em uma convenção de fabricantes de cervejas brasileiras, reunindo os maiores produtores do país, estavam presentes os presidentes da Brahma, Skol, Kaiser, Antartica Schin, etc.... Ao término do simpósio todos se reuniram no restaurante para uma "confraternização".
Muito esperto, ao perceber a aproximação do garçon, o presidente da Schin pediu em alto e bom som:
- Garçon, uma Nova Schin, por favor! Isso sim é que é bebida!
Todos se olharam espantados, enquanto ele contemplava sua cerveja, certo de que saíra bem.
Não querendo deixar por menos, o presidente da Brahma sentenciou:
- Amigo! Traga a verdadeira nº1!
Novamente todos se olharam espantados e ele ficou achando que deu a resposta merecida!
Na mesma moeda, o presidente da Kaiser bate na mesa e grita:
- Me vê a do baixinho! Esse sabe das coisas......
E assim, seguiram os presidentes das cervejarias, cada um pedindo a sua maneira, até que chegou a vez do presidente da Skol:
- Garçon! Uma coca-cola, por favor!
Todos se olharam abismados, achando que ele perdera uma boa oportunidade de responder a altura.
O garçon curioso, aproxima-se e pergunta:
- O senhor tem certeza?
Ele respondeu:
- Tenho! Se ninguém vai beber cerveja, eu também não vou!
Agradeço o e-mail da Daniela.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
O Plano Real, e a realidade
Vamos a ele; eu comento depois.
PSDB tenta reaver bandeira perdida da estabilidadeUm dos pontos cruciais deste artigo, para mim, diz respeito a um problema comum no Brasil: a EDUCAÇÃO lastimavelmente ruim.
Raymundo Costa e Cláudia Safatle, de Brasília
01/07/2009
Hoje, seis anos e meio após deixar o poder e 15 anos de edição do Plano Real, o PSDB tenta reaver a bandeira que é sua, mas que julga ter sido roubada pelo PT: a estabilidade da economia. Foi o Real que deu cabo a uma inflação crônica que, na passagem do regime militar ao regime civil se transformou numa superinflação. Em julho de 1994, a inflação de 12 meses, medida pelo IGP-DI, era de 5.154%. Ontem, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou pelo sétimo ano consecutivo a meta de inflação de 4,5%.
Os tucanos marcaram para o dia 7 uma sessão do Congresso para celebrar os 15 anos do Plano Real. A comemoração será no plenário do Senado. Entre outros, deverá reunir os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso - ministro da Fazenda que liderou os economistas que pensaram o Real - e, talvez, o ex-presidente Itamar Franco, que entre um percalço e outro aceitou FHC como avalista do plano.
FHC confirmou presença, a exemplo do ex-ministro Rubens Ricúpero. Itamar, que sempre sentiu subestimada por FHC sua participação no plano, deve dizer "sim" ou "não" nos próximos dias. Dos chamados "pais do Real", até agora, Andre Lara Resende avisou que estará viajando, Gustavo Franco disse que provavelmente irá a Brasília e Pérsio Arida ficou de dar uma resposta entre hoje e amanhã. O ex-ministro da Fazenda Pedro Malan publicará um artigo no sítio do PSDB na internet, mas não irá à sessão - ele faz parte de um grupo que discute uma nova regulação do sistema bancário internacional, que já tinha reunião agendada para o dia 7 de julho. Os governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG) ainda tentam compatibilizar as agendas.
O líder na Câmara, José Aníbal (SP), está encarregado dos convites - até agora, as presenças (muito poucas) confirmadas não fazem justiça ao que o Plano Real representou para a estabilidade e muito menos para o desejo dos tucanos de recuperar uma bandeira política que Lula não reluta usufruir - e, justiça seja feita, teve forças para manter contra toda a oposição de seu partido, o PT.
De fato o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que fez carreira política na esquerda sindical, quando foi preciso, não hesitou um instante em assumir a bandeira do adversário para ganhar a eleição de 2002. Afinal, essa é uma lição básica de bons estrategistas eleitorais, como aqueles que levaram ao poder ícones como Bill Clinton, nos EUA, e François Miterrand, na França. A estabilidade econômica, que teve seu ponto de inflexão no Plano Real, parece atualmente mais um sucesso do PT que de seu verdadeiro autor, o governo do PSDB.
O cidadão que atinge a maioridade este ano não tem a noção exata do que foram a superinflação e o Plano Real, a não ser o que aprendem nos livros.
Há exatos 15 anos, começaram a circular as notas da sexta cédula brasileira desde o restabelecimento do regime democrático, em 1985. Foi o ponto de inflexão entre o Cruzado, a moeda que a Nova República cunhou para combater uma inflação delirante da época, e o início de um processo de estabilização econômica que atravessou turbulências, mas que parece estar assentando as bases para a construção de um país com inflação baixa, juros reais próximos aos internacionais e crescimento duradouro e consistente.
O núcleo da equipe que formulou e implantou o Real era praticamente o mesmo que naufragou na primeira tentativa para matar o dragão da inflação, como era chamada. Mas o governo José Sarney (1985-1990) se enroscou no novelo da falta de legitimidade e - consequentemente - das pressões políticas que o imobilizaram desde a posse. Com a experiência adquirida, o governo FHC atravessou várias crises internacionais (do México, da Ásia, da Rússia e da Argentina) e os solavancos da eleição de 2002, quando o país elegeu o partido que se opunha ao Plano Real, até então classificado de eleitoral pelo PT. O plano não era tecnicamente eleitoral, mas teve um cronograma de implantação que, de fato, favorecia o candidato FHC. Hoje a estabilização econômica é conhecida como uma experiência bem sucedida - até pelos petistas.
O Real mudou a vida dos brasileiros e o discurso da esquerda. Palavras de ordem que eram mágicas quando da superinflação - renegociação da dívida externa, repactuação da dívida interna, fora FMI - deixaram de ser bandeiras milagrosas que levariam o país ao nirvana. A eleição de Lula exigiu um compromisso com a responsabilidade institucional. A Carta aos Brasileiros, onde o então candidato à Presidência da República pelo PT garante que cumprirá os contratos nacionais e internacionais, pavimenta o caminho de Lula em direção ao Palácio do Planalto e ergue o muro que separará a militância radical do partido.
Logo no primeiro ano, ex-petistas como a senadora Heloisa Helena (AL), e os deputados federais Luciana Genro (RS), filha do hoje ministro da Justiça Tarso Genro, Babá (PA), João Fones (CE) e Milton Temer (RJ) se opõem radicalmente contra reformas que chamavam de neoliberais, como a da Previdência, e à indicação de Henrique Meirelles, então um tucano que fez carreira no Banco de Boston, para presidir o Banco Central. Com o tempo, essa ala do PT iria formar o PSOL.
Atualmente, as tendências do PT, umas mais que as outras, ainda atacam o "neoliberalismo", "o altar" perante o qual se ajoelham os tucanos. Mas como diz um dirigente petista: é discurso. O PT se transformou numa poderosa máquina eleitoral em que a intransigência da infância foi substituída pelo pragmatismo da maturidade.
O Real teve vários momentos e só em 1999 é que a política econômica assume, por exclusão, o arcabouço que ainda hoje prevalece: superávit fiscal suficiente para garantir a solidez das contas públicas e solvência do país; regime de metas para a inflação de forma a coordenar as expectativas; e sistema de taxas de câmbio flutuantes que libera o Banco Central de gastar reservas cambiais para sustentar uma determinada paridade.
O controle da inflação não teria sido bem sucedido se não tivesse sido acompanhado de inúmeras outras iniciativas que remontam a governos anteriores. Por exemplo, a criação, ainda no governo José Sarney, da Secretaria do Tesouro Nacional e o fim da conta movimento - cheque em branco que o governo mantinha junto ao Banco do Brasil que permitia o gasto incontrolável. E, também, a abertura comercial feita pelo governo Fernando Collor de Melo. Sarney deu os primeiros passos para se fazer o controle do gasto público. Collor iniciou a abertura das importações até então com tarifas punitivas, dando um choque de produtividade na economia brasileira.
A queda da inflação só se tornou sustentável com um novo arranjo fiscal que começa, no final de 1995, com um conjunto de medidas destinadas a melhorar os resultados fiscais dos governos estaduais e municipais, que incluem ampla renegociação das dívidas, a reestruturação do sistema de bancos estaduais e a fixação de metas para o desempenho fiscal dos estados. A dívida líquida dos estados e municípios aumentava de forma célere, passando de 5,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 1989 para 14,4% em 1998. Os bancos estaduais eram verdadeiros emissores de moeda que concorriam com o Banco Central.
Isso não era trivial. O financiamento excessivo dos bancos estaduais aos seus governos contribuiu, por exemplo, para os fracassos do Plano Cruzado em 1986 e do Plano Collor I, em 1990. Com a renegociação das dívidas em 1997-1998, a União assumiu R$ 101,9 bilhões de dívidas estaduais, refinanciados pelo prazo máximo de 30 anos, a uma taxa de juros real mínima de 6% ao ano. Valor que correspondia a 11,3% do PIB em dezembro de 1998.
Entre 1980 e 1993, a taxa de crescimento média da economia brasileira foi muito baixa, de apenas 2,1% ao ano, o que levou o país a uma estagnação do PIB per capita nesse período.
Por todos esses anos, contudo, e até agora, o crescimento econômico tem sido irregular, alternando anos de alta expansão com outros de baixa.
A crise global que se agrava a partir de setembro de 2008 mostrou o quão importante foi o ajuste das contas externas do país na gestão Lula. A abertura comercial e a apreciação cambial nos primeiros anos do Real, se por um lado produziram uma drástica redução da inflação, por outro, deteriorou substancialmente as contas do balanço de pagamentos do país no primeiro governo de FHC. O país quebrou - as reservas cambiais minguaram na tentativa de segurar o ataque especulativo ao real - fez acordo com o Fundo Monetário Internacional e teve que mudar o regime cambial. Quebrou novamente em 2002, mas por outras circunstâncias, onde o que predominou foi o medo da eleição de Lula.
Já em 2004, depois de passar o primeiro ano de governo implementando um forte ajuste fiscal e de austeridade monetária, Lula inicia um processo para consertar as contas externas e acumular reservas cambiais. O crescimento da economia mundial deu uma enorme ajuda nessa tarefa, com redução de todos os indicadores de vulnerabilidade externa. A crise de 2008 pega o Brasil com reservas de mais de US$ 200 bilhões e balanço de pagamentos sustentável. A temível dependência externa, que nocauteava a economia brasileira nas crises internacionais, estava afastada.
Muito se fez do Real para cá. O trabalho, porém, não está pronto. Problemas antigos ainda permanecem, constrangendo o crescimento. Em 1980, por exemplo, a taxa de investimento (a preços constantes desse mesmo ano) era de 23,6% do PIB. Em 1992 bateu no vale: 14% do PIB. Hoje oscila entre 16% e 18% conforme o ano, taxa tida pelos economistas como ainda modesta demais para ampliar os vôos do crescimento econômico.
Os juros básicos da economia, que chegaram a 45% ao ano em 1999, caiu para 9,25%, o nivel mais baixo da série histórica da Selic, mas ainda é elevada se confrontada com o resto do mundo.
Lula preservou as bases do Real, aumentou o esforço fiscal durante seis anos e avançou ao incluir a população mais pobre na equação econômica - com a expansão dos programas de transferência de renda e o aumento do salário mínimo, medidas que foram importantes para desenvolver o mercado interno, entre várias outras medidas, inclusive a recuperação dos investimentos públicos em projetos de infra-estrutura, embora ainda módicos.
Há, porém, um caminho vasto para a consolidação da estabilidade econômica no Brasil, entendida como a convivência de baixa inflação com juros reais módicos, próximos aos internacionais, e uma taxa de crescimento mais exuberante. Esse é um mundo que a geração que viveu a superinflação ainda não desfrutou.
Vejo nas minhas aulas (de graduação, e também na pós) alguns alunos que não têm a real dimensão do que foi o Plano Real - mas, mais importante, que não têm a percepção sobre o quanto ele mudou o Brasil. Em sua maioria, são pessoas na faixa de 20 e poucos anos, que ainda eram crianças quando o Real foi lançado.
Mas depois que cresceram, não tiveram acesso às informações REAIS sobre os impactos deste plano - em grande medida, convenhamos, isso se deve à IMENSA quantidade de PTralhas que infestam as escolas do Brasil.
Eu lembro, no colegial, de uma professora de geografia com o perfil típico: PTralaha de carteirinha, ela se preocupava em exaltar o PT, incentivar os alunos a participarem das manifestações (ou bagunças, na acepção mais correta) dos "cumpanheiros"......mas deixava de lado um detalhe módico: LECIONAR.
Era justamente o período que precedeu o impeachment do Collor, e a professorinha-PTralha ia para a sala de aula (de um colégio particular, mas que não fazia parte da "elite" dos colégios paulistanos) para tentar fazer a lavagem cerebral que a PTralhada costuma fazer. A criatura não sabia responder a perguntas simples sobre geografia (eu fazia várias), mas se fosse perguntado sobre a próxima passeata dos "caras-pintadas", ela poderia dar a resposta mais detalhada e completa do mundo.
A partir de um certo momento, eu passei a guardar matérias de jornais sobre o desastre que foi a "gestão" (perdão pela ausência de termo mais adequado) de Luiz Erundina na cidade de São Paulo, e toda a vez que a professorinha-PTralha começava a fazer panfletagem partidário-ideológica no meio da aula, eu sacava a minha pastinha com recortes de jornais e questionava as consequências das ações (irresponsáveis, idiotas....ou seja, PTralhas!) desastrosas de dona Luiza Erundina.
Eu devia ter uns 15, 16 anos....
Mas eu era exceção. A maioria dos alunos adorava o fato de não precisar estudar nada - pois todos passavam nas provas. Então, deixavam a professorinha-PTralha fazer seus discursos, pois sabiam que graças àquilo, não teríamos nenhum conteúdo exigido em provas.
Agora, como eu estou no papel de docente, vejo os malefícios desse tipo de prática.
Os alunos que chegam à graduação (e também à pós) não têm embasamento e/ou discernimento sobre algumas coisas básicas!!!!
Como eu leciono em cursos ligados à Administração, é imperativo tratar de Economia - e o Plano Real trouxe inúmeras implicações que preciso discutir nas aulas de Marketing.
Mas os alunos têm sérias dificuldades em compreender (mesmo) estas questões.
Alguns, aliás, têm uma visão absolutamente distorcida da questão das privatizações. Isso se deve, em grande medida, à lavagem cerebral dessa cambada de PTralhas.
E graças à recente questão da greve na USP, ficou em evidência o tipo de lobotomia que afeta em especial a FFLCH - os alunos são manipulados tão facilmente pelos sociólogos, filósofos e outros pilantras da FFLCH, especialmente porque ali é um pólo pseudo-esquerdista dentro da USP. Obviamente não podemos generalizar, incluindo TODOS os professores nesta categoria. Mas que eles representam a maioria, não há dúvidas.
Gentinha da estirpe de Marilenas Chauís, por exemplo......
Existem Chauís em todos os níveis educacionais do país, desde o ensino fundamental até o ensino superior. E essa gente representa um retrocesso inominável para o país.
Depois reclamam que brasileiro tem memória curta...... Ok, de fato tem, no geral.
Mas isso é agravado quando a maioria da população não tem acesso à informação que deveria.....