sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Queda livre

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A notícia (da Exame) me chamou a atenção:

Quem imaginaria que a OGX, petrolífera do empresário Eike Batista, se tornaria mais valiosa que a centenária General Motors (GM) antes mesmo de completar seu segundo ano de existência? Assim como a OGX, outras 33 empresas brasileiras superam a GM em valor de mercado. Em apenas dez meses, a montadora perdeu mais de 10 bilhões de dólares na Bolsa de Nova York, passando a valer somente 3 bilhões de dólares. O montante equivale a um terço do lucro da Petrobras deste ano.

Há quem diga que, com a crise, o mercado perdeu todas as referências de preço. No entanto, também já se forma um consenso de que, em um ambiente de crédito caro e escasso, empresas que têm baixa geração de caixa e alto endividamento serão as que mais vão apanhar na bolsa - e a regra vale até mesmo para ícones do capitalismo como a GM.


Empresa Valor de Mercado (US$ mil)*

Patrimônio Líquido (US$ mil)**

Lucro / Prejuízo Líquido no ano (US$ mil)**

Petrobras 107.405.533

81.479.940

9.867.698

Vale Do Rio Doce 66.807.039

49.914.600

10.060.737

Bradesco 34.738.156

17.848.731

3.142.220

Itaú 30.484.738

19.059.774

2.565.591

Ambev 24.011.398

10.481.565

719.836

Santander 20.754.612

26.033.806

694.949

Banco do Brasil 17.620.151

16.565.734

2.507.429

Itaúsa 15.936.542

10.421.215

977.253

Eletrobrás 13.775.155

51.262.750

618.364

CSN 11.386.890

5.797.904

1.129.629

Telesp 10.800.356

5.746.147

899.817

Gerdau 9.039.567

10.587.326

1.719.943

Unibanco 8.779.791

7.975.781

940.685
Redecard 7.477.102

432.464

426.542

CPFL Energia 7.215.341

3.112.528

377.898

Brasil Telecom 6.995.328

3.236.755

439.511

Cemig 6.687.015

5.977.341

684.438

Usiminas 6.659.363

7.487.622

1.247.168

Telemar Norte Leste 6.213.474

9.248.452

601.564

BM&FBovespa 5.875.659

12.328.673

206.820

Souza Cruz 5.759.419

999.716

445.314

Telemar 5.475.514

7.166.350

461.305

Tractebel 5.326.618

2.153.209

383.718

TIM 4.559.076

4.779.502

-89.200

Brasil Telecom Participações 4.478.474

3.013.847

348.363

OGX Petróleo 4.461.881

5.512.594

-156.099

Anglo Brazil 4.085.085

509.857

-37.855

Vivo 4.028.211

5.231.776

18.908

Embraer 3.900.421

3.173.438

150.597

CCR Rodovias 3.796.411

803.006

274.147

Gerdau Metalúrgica 3.743.522

5.086.479

788.234

Pão de Açúcar 3.687.063

3.359.331

60.623

Natura 3.664.362

444.611

198.303

Weg 3.492.419

1.108.647

241.730

General Motors 3.436.607

-56.970.000

-18.722.000

*Em 30/10/08
**Dados do último balanço
Fonte: Economática

Os números também refletem a queda nas vendas de automóveis nos Estados Unidos e Europa, que agravaram ainda mais a já complicada situação da montadora. O crescimento fora dos Estados Unidos já não é suficiente para neutralizar as perdas da matriz, que há três trimestres vê os resultados declinarem. Somente de julho a setembro a queda nas vendas globais da GM chegou a 11%.

Com suas ações desvalorizadas em 75% neste ano e registrando prejuízos cada vez maiores, não demorou muito para surgirem rumores de que a empresa não terá caixa para arcar com suas dívidas e acabará recorrendo à concordata para sobreviver. A montadora negocia com o governo americano uma linha de crédito que possa viabilizar a fusão com a também endividada Chrysler - um negócio que colocaria novamente a GM no topo do ranking mundial de vendas de veículos, mas poderia custar até 70 mil empregos.

Enquanto a ajuda não vem, a GM nos Estados Unidos vive um pesadelo que não é compartilhado pela filial brasileira. Embora uma desaceleração nas vendas seja esperada, a previsão para o Brasil continua sendo de crescimento. Na avaliação do presidente da GM do Brasil e Mercosul, Jaime Ardila, a restrição de crédito no país deve durar apenas mais dois ou três meses, possibilitando um aumento de até 5% nas vendas em 2009. Nos primeiros nove meses deste ano, a montadora vendeu 25,6% a mais que no mesmo período de 2007, colocando no mercado mais 445.881 veículos. E ainda espera atingir a meta de 600.000 veículos comercializados neste ano.

Quanto vale uma empresa?


A GM só não vale menos que outras empresas brasileiras porque a Bovespa também sofreu fortemente os efeitos da crise. No setor de construção civil, um dos mais impactados, as ações de construtoras e incorporadoras contabilizam até 90% de queda neste ano. Já os papéis da Positivo Informática valem hoje 87,5% menos que no começo do ano, enquanto os da Gol estão 78% desvalorizados. Aracruz, Cesp, Medial Saúde e Brasil Ecodiesel também estão na lista das empresas que registram queda de mais de 70% nas ações neste ano, sendo que o Ibovespa recuou 41% no período.

Porém, diferentemente da montadora americana, as companhias brasileiras não apresentam patrimônio líquido negativo. Ou seja, não devem além do valor de seus ativos. Mesmo com a crise, a maior parte delas deve continuar registrando lucro e investindo no desenvolvimento do negócio, mas em ritmo menor. A grande dificuldade está em estimar o potencial de ganho das empresas, já que a crise inseriu tantas incógnitas na economia que estabelecer preço para as ações transformou-se em exercício de futurologia. "Com toda a economia sendo reavaliada quase que diariamente, fica difícil projetar valores para as companhias. O mercado está sem noção de preço", explica Marco Antonio Barbosa, analista chefe da Coinvalores.

Para estimar quanto vale uma empresa, os especialistas trazem a valor presente o fluxo de caixa futuro da companhia. O cálculo desse montante inclui uma taxa de crescimento e uma taxa de desconto, que reflete o custo médio dos empréstimos tomados pela empresa para financiar seus projetos. O modelo utiliza como base os dados do presente e do passado para projetar o futuro. Por isso, se algum fator na economia muda, a projeção precisa ser revista para contemplar os efeitos dessa mudança. "Essa análise, no entanto, não embute um componente de extrema importância na formação de preço: as emoções dos investidores", destaca Marcelo de Faro, analista da corretora Intra.

Em momentos de muito stress, explica Faro, os investidores tendem a fugir da bolsa, vendendo suas ações a qualquer preço. O "efeito-manada" derruba o valor das empresas, num movimento que em pouco ou nada se relaciona com seus fundamentos. Foi principalmente por isso que as ações do setor de construção derreteram rapidamente. Nas ofertas públicas iniciais de ações (IPOs), cerca de 70% dos papéis foram parar nas mãos dos estrangeiros - os primeiros a sair da Bovespa quando a crise apertou.

Juntos, todos esses fatores provocaram distorções no mercado acionário. Hoje, 19 empresas (veja abaixo) apresentam valor de mercado inferior ao dinheiro que têm em caixa. "Isso não faz sentido. Se a empresa colocasse esse dinheiro na renda fixa e não produzisse nada, já garantiria um retorno de 15% ao ano", ressalta Faro.

Empresa Caixa da empresa
(R$ milhões)
Valor de mercado
(R$ milhões)
Abyara 117 92
Agrenco 71 18
Coteminas 451 402
Helbor 161 147
Heringer 253 222
Invest Tur 542 388
Itaúsa 135.070 33.707
Jereissati 1.862 392
Klabin Segall 263 177
La Fonte 1.547 544
LLX Log 384 211
Mangels 270 124
MPX Energia 2.033 785
Porto Seguro 3.795 2.306
Sadia 3.403 3.348
SulAmérica 3.800 1.463
Telebrás 83 67
Unipar 1.169 757
Vicunha 115 104

Coitados dos números

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Coitados dos números.
Eles são distorcidos para que algumas organizações (ONGs, revistas, governos, empresas etc) consigam justificar (ou pelo menos tentar!) suas ações.
Conforme eu já havia adiantado AQUI, está circulando o "Guia Exame de Sustentabilidade". Uma das matérias apresentadas neste edição de 2008 é esta aqui (como de costume, com grifos meus):
O gerente comercial Rodrigo Bassi Menegocci, de 24 anos de idade, se lembra bem de um anúncio que viu tempos atrás na televisão, em que um fabricante de sabão em pó prometia plantar uma árvore para cada caixa vendida do produto. Embora Menegocci tenha ficado entusiasmado com o apelo ecológico, nem sempre ele opta por levar para casa aquele sabão em pó - ou qualquer outro produto menos agressivo ao meio ambiente. "Quando vou fazer compras, levo em consideração o aspecto ambiental, mas é preciso que o produto tenha qualidade e o preço seja honesto", diz.

Menegocci é o típico consumidor verde "pragmático", perfil detectado em uma pesquisa realizada pelo instituto Quorum Brasil com exclusividade para o Guia EXAME de Sustentabilidade. O levantamento, realizado em setembro, ouviu 200 moradores da cidade de São Paulo - homens e mulheres com idade entre 20 e 50 anos e renda familiar mensal entre 5.000 e 10.000 reais. De acordo com o levantamento, 74% dos entrevistados consideram-se consumidores preocupados com questões ambientais e 59% afirmam que produtos com apelo ecológico influenciam sua decisão de compra. Apesar das boas intenções, na prática o comportamento desse grupo é outro. A pesquisa revela, por exemplo, que 70% dos entrevistados desistem de comprar produtos com selo ambiental caso eles custem mais do que similares sem a certificação verde. Além disso, 47% dos consumidores afirmam que não deixam de comprar um produto mesmo sabendo que ele é prejudicial à natureza.

Os números indicam que a consciência ambiental é fortemente influenciada pelo fator preço. No entanto, na análise do consultor William Horstmann, sócio do Quorum Brasil e responsável pelo levantamento, só esse elemento não explica a contradição entre o discurso e a prática do consumidor. "O preço é um fator inibidor, claro, mas não o suficiente para uma pessoa decidir se leva ou não para casa determinada marca", diz. "Se o consumidor não age de acordo com o que diz, é porque falta informação sobre o assunto." Um dado revelador dessa falta de divulgação é o baixo número de marcas citadas espontaneamente pelos entrevistados quando o assunto é o meio ambiente - apenas nove marcas foram lembradas e a mais citada foi a fabricante de cosméticos Natura, mencionada por 18% dos entrevistados.

O levantamento do Quorum Brasil confirma os resultados de uma pesquisa similar realizada no ano passado pela consultoria McKinsey em oito países (Alemanha, Brasil, Canadá, China, Estados Unidos, França, Índia e Reino Unido). Nessa sondagem, 87% dos entrevistados se declararam preocupados com os impactos ambientais e sociais dos produtos que compram. No entanto, apenas 33% dos consumidores disseram que compraram ou pretendem comprar produtos socioambientalmente corretos. Um dos produtos que conseguiram furar essa barreira foi o Prius, lançado pela japonesa Toyota em 1997. Primeiro carro híbrido do mundo (combina o uso de energia elétrica com o de gasolina), o Prius custa 50% mais do que um Corolla, modelo básico da mesma fabricante. Mesmo assim, mais de 1 milhão de unidades já foram vendidas em todo o mundo.

Segundo especialistas, no Brasil a disseminação do consumo consciente depende, sobretudo, do aumento do poder aquisitivo da classe C. "Essa camada da população está encantada com o poder de consumo recém-adquirido", diz Thiago Lopes, gerente de planejamento da agência de publicidade Talent, que acaba de concluir um estudo no qual detectou nesse público certa indiferença em relação ao consumo orientado por valores responsáveis. "Não surte efeito algum falar em sustentabilidade quando o que essas pessoas querem, no momento, é realizar o sonho de ter um carro na garagem", diz Lopes.

Apesar da barreira econômica, seria arriscado para qualquer empresa ignorar a parcela de consumidores que seguem a cartilha do consumo responsável - um terço da população entrevistada pela pesquisa do Quorum Brasil. Entre os principais motivos citados por esses consumidores para a compra de produtos com apelo ecológico estão a preservação da natureza e a preocupação com o futuro da próxima geração. "A tendência é que o número de pessoas dispostas a assumir tais valores aumente", diz Heloísa Mello, gerente de operações do Instituto Akatu, organização não-governamental que promove o consumo consciente. Em pesquisa realizada há dois anos, a entidade verificou que 33% dos consumidores brasileiros são conscientes - têm um bom grau de percepção dos impactos coletivos ou de longo prazo em suas decisões de consumo e não se atêm aos aspectos econômicos ou aos benefícios pessoais imediatos.

De olho nesse tipo de consumidor, muitas empresas têm se esforçado para colocar nas prateleiras produtos ecologicamente corretos. É o caso da rede varejista Wal-Mart, que pretende transformar sua linha de marcas próprias em modelo de sustentabilidade. Já é possível, por exemplo, encontrar nas gôndolas do varejista cereais matinais com embalagens que levam o selo FSC, certificado ambiental do Conselho Brasileiro de Manejo Florestal, e cobertores produzidos com fio de poliéster feito 100% de fibra de PET. Além disso, a rede negocia com seus fornecedores o desenvolvimento de embalagens que reduzam a quantidade de material utilizado. "Até 2009, nossa meta é ter 100% das embalagens dos produtos de marca própria sustentáveis", diz Daniela de Fiori, vice-presidente de assuntos corporativos e sustentabilidade do Wal-Mart.

Para Mariana Cogswell, diretora de planejamento da agência Talent, o consumidor verde é, necessariamente, mais crítico e seu comportamento tende a influenciar cada vez mais o modo de produção das empresas. "Contribuir para o desenvolvimento sustentável não é mais uma questão de escolha da companhia, e sim obrigação", diz ela. A HP, uma das maiores fabricantes de equipamentos eletrônicos do mundo, percebeu isso há muito tempo. Na década de 90, o trabalho de recolhimento e reciclagem de cartuchos da empresa virou referência no setor. Agora, a HP se prepara para dar um passo adiante: em vez de doar os cartuchos coletados a uma empresa de reciclagem, em novembro a própria companhia deve começar a reciclar o material. Após passar por um processo de limpeza e moagem, o material plástico produzido será usado na fabricação de novos cartuchos. "Queremos criar uma cadeia produtiva auto-renovável", diz Kami Saidi, diretor de operações da HP para o Mercosul. "À medida que aumenta a conscientização, o consumidor leva em conta essas iniciativas na sua decisão de compra."
Vamos por partes, usando as informações disponíveis na matéria:

1) Um trecho grifado por mim traz a seguinte afirmação: 74% dos entrevistados consideram-se consumidores preocupados com questões ambientais e 59% afirmam que produtos com apelo ecológico influenciam sua decisão de compra (...) 70% dos entrevistados desistem de comprar produtos com selo ambiental caso eles custem mais do que similares sem a certificação verde (...) 47% dos consumidores afirmam que não deixam de comprar um produto mesmo sabendo que ele é prejudicial à natureza
Ok, quem me conhece sabe que matemática não é, exatamente, a minha praia.
Porém, quando se trata de estatísticas de pesquisas de mercado, sou chato pacas.
Vamos, então, às contas: se 74% dos entrevistados afirmam que são consumidores "preocupados com questões ambientais", como é possível que 47% dos entrevistados NÃO deixem de comprar um produto mesmo sabendo que ele é prejudicial à natureza ?

Ou estes 74% não sabem o que significa "ser preocupado com questões ambientais", ou então as respostas simplesmente não têm consistência, e deveriam ter sido descartadas pelos pesquisadores/analistas.
Afinal, vamos refletir um poquinho: se eu digo que sou "preocupado com questões ambientais" e depois admito que NÃO deixo de comprar um produto mesmo sabendo que ele prejudicará a natureza, ou eu sou muito hipócrita, ou então não entendi o que foi perguntado.

Deve ser considerado, neste âmbito, um outro fator: o perfil dos entrevistados.
A pesquisa buscou consumidores com renda superior a 5.000 reais (não foi citado se renda INDIVIDUAL ou se renda FAMILIAR, o que, numa pesquisa, faz TODA a diferença !). Pode-se concluir que é uma renda elevada, então o grau de escolaridade DEVE (provavelmente) ser também elevado (outro pecado da pesquisa: não citou esta informação!).
Assim, pressuponho que os entrevistados ENTENDERAM as perguntas (se bem que isso depende muito de como tais perguntas foram formuladas).


2) Posteriormente, lê-se a seguinte afirmação: Se o consumidor não age de acordo com o que diz, é porque falta informação sobre o assunto.
BOBAGEM.
Na verdade, se o consumidor não age conforme ele DIZ agir, há inúmeros fatores possíveis !

Vou levantar apenas UMA hipótese aqui: o consumidor DIZ que valoriza o meio-ambiente porque ele anda sendo massacrado por afirmações, geralmente em meios de comunicação pouco críticos, que praticamente obrigam este consumidor a declarar-se assim. Uma verdadeira coerção.
O entrevistado fica com vergonha de admitir que sempre adotou a filosofia da vaca com relação ao meio-ambiente.
Em tempo: a filosofia da vaca é a clássica expressão "tô cagando e andando". Cultura inútil - em doses homeopáticas, nunca faz mal a ninguém....
Em suma, o consumidor não valoriza REALMENTE o meio-ambiente, e a "sustentabilidade"; ele apenas afirma isso por receio de ser "politicamente incorreto".
Obviamente, somado a isso, a falta de informação não pode ser totalmente descartada - agora, isso é muito diferente do que foi declarado, haja vista que a conclusão do responsável pelo levantamento não dá margem para nenhuma outra alternativa capaz de "explicar" a discrepância. A única justificativa seria "falta de informação".
Ora, se as pessoas que ganham mais de 5.000 reais não têm informação, o que dizer da maioria dos brasileiros, que ganham muito menos do que isso ?!


3) A Exame não se cansa de distorcer os fatos - inclusive os números, né ?! Tudo no afã de justificar a razão de ser de produtos ruins como o próprio "Guia Exame de Sustentabilidade". Outro trecho auspicioso: Apesar da barreira econômica, seria arriscado para qualquer empresa ignorar a parcela de consumidores que seguem a cartilha do consumo responsável - um terço da população entrevistada pela pesquisa do Quorum Brasil.

Péraí...... QUAL CARTILHA DO CONSUMO RESPONSÁVEL ???????

Caramba, o texto acabou de informar que a maioria dos consumidores entrevistados não segue porra de "cartilha" nenhuma !!!!!!
Repito o trecho: 70% dos entrevistados desistem de comprar produtos com selo ambiental caso eles custem mais do que similares sem a certificação verde - isso por acaso é "seguir a cartilha do consumo responsável" ??????
Ora, a tal cartilha preconiza que "se o preço estiver acima dos similares que devastam o meio-ambiente, não há problemas em comprar mesmo assim" ?????
Que cartilha é essa ????????


4) A declaração da gerente de operações do tal Instituto Akatu eu nem vou comentar.
É tão tosca que vou me abster dessa tarefa desagradável - afinal, a "tendência" que ela cita veio de onde ? Coitados dos números.....


5) O trecho final, sobre a HP e o Wal-Mart, parece um conto de fadas, de tão bonito, né ?!
Mas qual foi o gasto destas empresas ? Qual foi o ganho ?
Obviamente, estou falando de DINHEIRO, sim.
Ao usar partes de cartuchos vazios na produção de novos, certamente houve economia, redução de custos......
Então, por favor, não sejamos hipócritas.

Que tal apresentar os números, os dados que comprovem que a escolha se deve à preocupação real com o meio-ambiente, e NÃO com a redução de custos e conseqüente aumento do lucro.

Obviamente, não tenho NADA contra o aumento da lucratividade. Muito pelo contrário - defendo, elogio e aplaudo.

Mas não sejamos hipócritas, né ?! Vamos dar nomes aos bois, ao invés de tergiversar, só para ficar parecendo "politicamente correto".

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Drucker, Schumpeter e Keynes

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O artigo abaixo é GENIAL, e foi publicado no Valor Econômico de 28/10:

Revisitando Drucker, Schumpeter e Keynes: a crise
Marcilio R. Machado
28/10/2008

Enquanto as manchetes dos jornais anunciam os desdobramentos da crise financeira e seu impacto na economia global, alguns analistas chegam a dizer que chegou ao fim o domínio do capitalismo financeiro anglo-saxão. Outros querem fornecer um atestado de óbito antecipado a Wall Street. Entretanto, a crise atual, embora de proporções gigantescas, não é novidade para quem acompanhou os acontecimentos econômicos e sociais do século passado. O Século XX teve vários períodos de grande ansiedade que balançaram o mundo. O primeiro grande choque, a Grande Depressão, que muitos hoje receiam que esteja próximo de acontecer de novo, foi também considerado uma crise do capitalismo. O segundo evento, não tão convulsivo como o primeiro, ocorreu na década de 70, quando a economia mundial praticamente afundou. Essa crise trouxe baixo crescimento econômico, inflação, desemprego e um novo termo para o mercado: estagflação. Mais uma vez, a eficácia do capitalismo foi questionada.

A recente injeção, pelo governo dos EUA, de US$ 200 bilhões para a nacionalização da Fannie Mae e Freddie Mac, dois gigantes do refinanciamento hipotecário, e US$ 85 bilhões para recapitalizar a AIG, fizeram com que a mídia clamasse que os EUA estavam nacionalizando empresas e agindo como a antiga URSS. Tais acontecimentos nos fazem revisitar os trabalhos de John Maynard Keynes, que teve um papel fundamental na recuperação da economia mundial na Depressão de 30, Joseph Schumpeter, que contribuiu para que entendêssemos melhor inovação, e Peter F. Drucker, cujas idéias foram responsáveis pela recuperação do Japão e Europa no Pós-Guerra.

Na década de 80 havia o receio de que a economia japonesa iria suplantar a americana, e as empresas japonesas faziam incursões nos Estados Unidos tanto na indústria automobilística como na cinematográfica. Na década seguinte a teoria keynesiana, aplicada no Japão, não teve sucesso, e o país passou 10 anos em recessão. Os japoneses tentaram aumentar o poder de compra do consumidor, criaram déficits governamentais e não conseguiram ativar a economia. O modelo de Keynes, baseado no Estado nacional como única unidade econômica, não alcançou os resultados almejados. Contudo, como pensador, a sua maneira de olhar para a economia deve continuar sendo referência por muito tempo.

Por outro lado, Schumpeter, que como Keynes nasceu em 1883, porém, na Áustria, duvidava da capacidade do Estado, por meio do intervencionismo, de garantir a estabilidade. Enquanto Keynes se interessava por equilíbrio e estabilidade econômica, Schumpeter se preocupava com crescimento. Para Schumpeter, a estabilidade não era uma prioridade. Bastante conhecido pela formulação do conceito de "destruição construtiva", ele acreditava que o livre mercado era responsável por produzir o bem-estar da sociedade. Entretanto, ele não negava a existência de uma dor temporária que pode acompanhar o crescimento econômico. De acordo com seu ponto de vista, a mudança não é algo que aconteça por acaso, mas seria a essência do crescimento. Qualquer que seja o estado das coisas, estabilidade ou instabilidade, não seria algo permanente.

Schumpeter se interessou pelos atores responsáveis pelo capitalismo, as pessoas que assumem riscos e iniciam novas empresas, que oferecem novos produtos e serviços: os empreendedores. Os empreendedores nos trazem de volta a realidade da economia real. Nela, existem pessoas como Fred Smith, da FedeX; Steve Jobs, da Apple; Bill Gates, da Microsoft; Sam Walton, da Wall Mart; Pierre Omydiar, da eBay; Andy Grove, da Intel; entre outros, que desenvolveram o seus negócios nos Estados Unidos. A maioria dos jovens brasileiros querem hoje se tornar empreendedores, como os fundadores da Google e da eBay. Esse impulso empreendedor faz com que as pessoas corram riscos e, assim, torna-se impossível obter a estabilidade. Não há dúvida que os EUA não possuem a hegemonia mundial, mas será que uma economia com tanta capacidade empreendedora e com marcas globais fortes não encontrará uma saída para o problema que enfrenta atualmente? De acordo com Schumpeter, a instabilidade é inerente ao capitalismo, e não uma exceção.

Na busca de proporcionar o crescimento das empresas e assumir riscos, empreendedores cometem erros e adotam posturas demasiadamente gananciosas. O cenário nas últimas semanas é de falência de bancos e instituições financeiras cujas perdas podem atingir US$ 265 bilhões. Mas alguns executivos, como o ex-presidente do Washington Mutual, que havia assumido a presidência 17 dias antes que o banco decretasse falência, recebeu US$ 20 milhões de dólares de bônus de contratação e indenização por demissão. Umas das exigências dos deputados americanos, ao aprovar a ajuda de US$ 700 bilhões, foi a de impedir que os bancos despejassem tanto dinheiro no bolso dos executivos. Drucker (1910-2005) reportou, em 1984, que o pagamento dos altos executivos tinha passado de limites racionais. Ele diagnosticou que a tendência de distribuir excessivos ganhos aos executivos era imperdoável tanto no aspecto social como moral, e que a sociedade iria pagar alto preço por isso.

Segundo Drucker, apesar das grandes contribuições, tanto de Keynes como de Schumpeter, o mundo iria precisar de uma nova teoria. Ele suspeitava que, embora Keynes e Schumpeter tivessem sido brilhantes, o mundo iria precisar de uma nova teoria econômica. E essa teoria, provavelmente, deveria começar com a Economia Global como unidade de análise, e não o Estado Nacional. Parece que, ao tentar debelar a crise que nos assombra, os líderes mundiais estão no caminho certo, pois estão orquestrando ações coordenadas com os presidentes dos bancos centrais de outros países. Além disso, já se discute a reformulação do grupo G7, de modo a incluir os países emergentes como Brasil, Rússia, Índia e China, que foram responsáveis por dois terços do crescimento do PIB global em 2007. Concluindo, já que o desequilíbrio tende se repetir, esperamos que os líderes do mundo globalizado continuem agindo dentro da nova lógica demandada pela economia global de modo que possam, pelo menos, amenizar os efeitos nocivos dessa grave crise financeira.

Marcilio R. Machado é membro do Conselho de Administração da AEB- Associação de Comércio Exterior do Brasil, diretor da Famex Importadora e Exportadora Ltda e doutor em administração de empresas pela Nova Southeastern University.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Quem ?

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Não, o título do post não tem NADA a ver com a revista fútil-fecal "Quem acontece".
O título trata disso aqui:
















Esta é outra daquelas GRANDES bandas que soam melhor ao vivo do que em estúdio - e olha que, em estúdio, eles já soam fenomenais !
O som do contra-baixo é estonteante !!!!!!!!!

domingo, 26 de outubro de 2008

Consumidores atentos

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Transcrevo alguns trechos de matéria publicada pelo jornal Valor Econômico em 20/10, com grifos meus (a reportagem, na íntegra, está AQUI, restrita a assinantes):
As instituições financeiras se esforçaram para divulgar as novas regras de cobranças de tarifas, em vigor desde abril. Definidas pela Resolução 3.528 do Conselho Monetário Nacional, elas padronizaram a nomenclatura das tarifas dos serviços, para facilitar a comparação entre bancos, e fixaram o estabelecimento de serviços essenciais gratuitos.
Com o apoio dos órgãos de defesa do consumidor, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) engajou-se na proposta e criou o Sistema de Divulgação de Tarifas de Serviços Financeiros (Star), ferramenta on-line que compara 46 produtos e serviços oferecidos a clientes pessoas físicas.

Com toda essa estratégia, por que, então, um levantamento feito em junho pela Diretoria de Estudos e Pesquisas da Fundação Procon de São Paulo constatou que 70,8%, de 223 consumidores consultados, nada sabiam do novo sistema? Entre os que notaram, mais da metade (56,9%) achou mais fácil comparar os pacotes de serviços.


O fenômeno da bancarização ampliou rapidamente a base de atendimento para 112 milhões de contas bancárias e 41 bilhões de transações financeiras em 2007. Para muitos novos clientes, tudo nessa área é novidade, responde André Santos, assessor técnico da Febraban. Ante essa nova realidade, os investimentos são crescentes. Ao lado das ouvidorias, obrigatórias desde 2007, o setor aposta em outros canais, como serviços de apoio a clientes (SAC), diz.
Segundo Santos, representantes do setor também participam de discussões com órgãos de defesa do consumidor e, em setembro, a Febraban apresentou o Sistema de Auto-Regulação Bancária, que estabelece padrões mais rígidos de negociação com consumidores.

Detentor de prêmios por boas práticas de relacionamento com seus consumidores, o Banco Itaú viu-se na incômoda posição de vice-campeão no "Cadastro das Reclamações Fundamentadas - Exercício de 2007" da Fundação Procon, em que também são indicados os principais conflitos entre consumidores e fornecedores de produtos e serviços. No quesito "assuntos financeiros", sobressaem-se problemas com cartão de crédito, agressividade de operadoras ao ofertar produtos, problemas nas transações e no lançamento de faturas.


"
Uma reclamação do cliente é uma benção para uma empresa que quer melhorar, pois dá oportunidade de corrigirmos o problema", rebate Antonio Matias, vice-presidente do grupo Itaú, ao relacionar o crescente número de contestações à expansão de sua carteira de clientes. Matias frisa que o Itaú foi pioneiro na criação de sua ouvidoria, em 2005. Se há clientes que ainda não buscam a solução interna, apenas 2% dos casos recebidos pela ouvidoria saem de lá para o Procon.

Mas, o setor financeiro é o terceiro no ranking setorial do Procon, com 20% das reclamações. À sua frente estão os setores de produtos de consumo (30%) e serviços essenciais (31%), como telefonia, que não podem ser interrompidos.


Presente nos 622 municípios paulistas, a Telefônica é também o foco do maior número de reclamações no Estado
. Um das mais frequentes veio com a mudança do sistema de cobrança, de pulsos para minutos, já que a empresa passou a oferecer planos particulares, nem sempre adequados. Multiplicaram-se, igualmente, queixas contra serviços "casados", como telefonia, TV por assinatura e banda larga, falhas na instalação ou na cobrança de serviços.

Com o mesmo argumento de que a dimensão da base de clientes contribui para o volume de reclamações - são 11,9 milhões de linhas em serviço, e 2,3 milhões de assinantes do serviço de banda larga -, a Telefônica informou ao Valor que vem investindo em tecnologia e na contratação de 1,7 mil profissionais para sua central de relacionamento para melhorar a satisfação dos seus clientes.


Raciocínio semelhante apresenta a Agência Nacional das Telecomunicações (Anatel).
Como a base de 140 milhões de linhas fixas e móveis, e constatando a assimetria no porte das empresas do setor, em vez de números absolutos, o órgão regulador prefere realizar o ranking de reclamações por meio da quantia de denúncias para mil acessos. Problemas relacionados à cobrança estão no topo da insatisfação dos clientes, informa Augusto Drumond Moraes, da assessoria de comunicação.


Como errar é humano, sempre haverá falhas em produtos ou serviços ofertados ao consumidor, resume Evandro Zuliani, diretor de atendimento do Procon/SP. "
Cada vez mais o reconhecimento e a busca de solução do problema diferenciarão as empresas que respeitam o consumidor. Quem não entender isso não sobreviverá num mercado com o consumidor crítico", diz ele.

Em 30 anos, de 1977 a 2007, as reclamações ao Procon/SP evoluíram de 1542 para mais de meio milhão. Também mudou a qualidade da demanda. "Hoje, o consumidor nos indica o enquadramento legal do problema e conhece o Código de Defesa do Consumidor".

A análise das reclamações, conclui Zuliani, resulta em avanços legais. É o caso do recente decreto que regulamenta o Serviço de Atendimento do Consumidor (SACs), cuja construção foi negociada com organizações empresariais e da sociedade civil. "Os órgãos de defesa do consumidor eram a válvula de escape das reclamações. Com a implementação do decreto, o atendimento das empresas ficará mais ágil e satisfatório".


Cada vez mais, a manifestação de consumidores encontra novos canais. Sócia da Evomax Informática, na capital paulista, Regina Hiromi Yomi transformou seu blog http://suikaopina.blogspot.com num espaço para "compartilhar a descoberta de bons lugares e ajudar a evitar roubadas".

Quando o serviço de um restaurante ou loja não satisfaz, ela informa no blog, envia e-mails para sites que relacionam reclamações além de se manifestar para a empresa
. "O melhor é quando retornam por telefone. Muitas vezes agradecem, pois ficam sabendo o que acontece na loja". Não é regra. Freqüentadora do McDonald's, ela notou uma paulatina piora no atendimento e nos lanches. "No começo, eles me respondiam. Mas deixaram até de mandar a resposta automática de que estão avaliando o caso".

Por meio da assessoria de imprensa, o McDonald's informou em nota que investe no treinamento e em um serviço de atendimento ao consumidor, para que ele "tenha qualquer questão resolvida pessoalmente e o mais rapidamente possível", assegurando que "toda oportunidade para estreitar laços com o cliente é uma experiência sempre gratificante e valorizada".


Usando uma tática diferente, Ricardo Acosta, diretor de serviços da Whirlpool, que detém as marcas Brastemp, Cônsul e KitchenAid, conta como uma brincadeira inspirou o programa "Loucos de Paixão pelo Consumidor", da companhia.
Há alguns anos, a seu pedido, pessoas do SAC da empresa fingiram ser consumidores indignados em telefonemas para diretores da Whirpool. "Ficou clara a necessidade de investir na aproximação entre executivos e consumidores.

"
Como evolução dessa proposta, em março de 2008 consumidores lesados passaram a ser recebidos por diretores em reuniões na companhia. Além disso, executivos adotaram o hábito de ligar para clientes insatisfeitos.
A emoção de quem vive o problema estimula a busca de saídas, conclui Acosta. O uso de motos para agilizar a entrega de peças nos atendimentos domiciliares e a criação de hot lines entre os 3,4 mil pontos de venda e a indústria são duas conseqüências. "Até 2010, queremos reduzir a 2% nosso índice de reclamações proveniente de todos os canais: desde o SAC até órgãos de defesa do consumidor."

Preciso registrar, antes de qualquer coisa, que a matéria apresenta um problema sério: a despeito do conteúdo, não sei por que ela foi publicada na capa de um suplemento do Valor intitulado "Negócios sustentáveis".
Basta ler a reportagem para perceber, facilmente, que o assunto não tem NENHUMA relação com o tópico !
Será que o Valor Econômico também está sucumbindo à tentação de usar um "chapéu" (no jargão jornalístico, é o tema que abriga uma determinada reportagem, ou várias delas) que atraia a atenção graças ao modismo (sustentabilidade), conquanto não tenha relação alguma com o conteúdo da reportagem em si ???
Espero que não. Afinal, a Exame já adota esse procedimento patético. Não precisamos de outro veículo de comunicação com esta prática desastrosamente ignóbil.

De qualquer forma, voltando ao cerne da questão - relacionamento cliente-empresa - quero destacar alguns pontos.

Entre as empresas citadas, obviamente eu não poderia me abster de ressaltar a TELEFÔNICA.
Essa bosta de empresa de trigésima-quinta categoria diz que se preocupa em reduzir a insatisfação do consumidor, mas quem é cliente (meus pêsames e condolências!) da Telefonica sabe que isso não é verdade.
Ponto.

Eu já havia prometido narrar minha saga de problemas com a Telefônica. Irei fazer isso em breve - mas, acreditem, tomará bastante tempo digitar a narrativa, pois a Telefônica obriga o cliente a passar por situações no mínimo desprezíveis.

Contudo, antes disso, quero compartilhar com os leitores alguns links que ajudam a dimensionar o tamanho da cagada que é a decisão de tornar-se cliente da Telefônica. A listinha é grande:
Bom, na realidade eu poderia passar muitos outros links.
Contudo, ao ler estes aí, já é possível perceber, claramente, um PADRÃO de problemas mais freqüentes.

Estes problemas NÃO são novos.

Ora, então por que a empresa ainda não conseguiu tomar medidas para impedir novas ocorrências de problemas amplamente conhecidos, há tempos ?

Ou ela não SABE o que fazer para resolver os problemas (indicando INCOMPETÊNCIA), ou ela não QUER fazer nada para resolver (indicando DESCASO).

Pessoalmente, acredito tratar-se de uma combinação dessas duas alternativas.

sábado, 25 de outubro de 2008

Mudanças no CRM graças ao comportamento "digital" dos consumidores

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O texto abaixo é instigante, pois realmente muitas ferramentas de segmentação terão que ser revistas, mais cedo ou mais tarde:
A geração on-line tornará os métodos tradicionais de vendas, baseados em informações demográficas, irrelevantes? Como as equipes de vendas deverão se comportar para manter a produtividade em alta no mundo das informações virtuais? O processo de CRM nos moldes que conhecemos perderá o seu valor? Essas e muitas outras são questões que, as organizações que dependem da força de vendas para sobreviver, terão que se preocupar nesses novos tempos onde quase tudo acontece na velocidade do clicar do mouse.

A geração virtual não é definida por idade, sexo, estado civil, social demográfico ou geográfica como acontece no mundo convencional. Eles recorrem a métodos digitais de comunicação para informar-se, construir novos conhecimentos e ficar por dentro de tudo que acontece, mudando, inclusive a natureza do relacionamento entre compradores e vendedores. Recentemente comprei, no exterior, um Iphone da Apple e precisei saber mais sobre o seu funcionamento. Daí, acessei a Internet, e encontrei várias notícias e, inclusive, uma comunidade que me forneceu todas as informações que eu necessitava, deu dicas de acessórios existentes e de vários aplicativos disponíveis para o aparelho. Eu não tive que me deslocar, não tive que procurar nenhuma loja e, também, não fui atendido por nenhum vendedor para ter o meu problema, rapidamente, solucionado.

Provavelmente, alguns dos que ajudaram a sanar o meu problema eram jovens ou adolescentes que ganharam o aparelho de seus pais e que estavam em diferentes regiões do Brasil ou quem sabe no exterior. Nesse exemplo, a sabedoria convencional, focada na identificação do consumidor e nos princípios de marketing one-to-one, ficou "a ver navios". O problema foi solucionado e outras vendas foram realizadas (já que eu adquiri novos aplicativos e acessórios pela internet), e nenhuma empresa física do ramo teve a oportunidade de interagir comigo ou obter os meus dados para futuras estratégias de vendas e marketing. Essas empresas, que não têm como me contatar, provavelmente, nunca venderão seus produtos e serviços para mim.

Nesses novos tempos, a verdadeira identidade da pessoa é o que menos importa e as empresas terão que se readaptar e criar novos métodos de lidar com a situação análoga acima descrita se quiser obter sucesso, pois o comportamento do consumidor continua evoluindo rapidamente. Deveria, então, a empresa abandonar seu processo convencional de CRM? Não diria abandonar ou mudar por completo, mas sim adaptá-lo implementando soluções on-line. As ferramentas analíticas automatizadas ajudarão no aprimoramento do relacionamento com essa nova geração de consumidores virtuais.

Neste contexto, eu diria que algumas boas recomendações para tornar o CRM mais adequado aos novos tempos seriam:

* Buscar entender como a inteligência artificial está mudando os negócios – as pessoas estão a cada dia mais voltadas para a busca de soluções e auto-aprendizado. Na economia convencional priorizava-se a busca de soluções em ambientes físicos. Porém, agora a geração crescente de consumidores autodidatas, também conhecidos como "persona bots", são mais ligados à tecnologia e só pensam em se deslocar em último caso.

* Recorrer aos chamados "automated bots" (softwares que interagem e buscam informações automatizadas na internet) - essas ferramentas devem contemplar relacionamento, serviços ao consumidor e pesquisas. Tudo funcionando 24 horas e com interatividade amigável.

* Desenvolver relacionamento que proporcione benefícios mútuos – As informações obtidas devem recompensar a empresa idealizadora, a pessoa que forneceu os dados e, eventualmente, outros usuários. Por exemplo, se você cria uma comunidade informativa na internet, poderá solicitar os dados de quem pretende dela participar e poderá permitir que as informações obtidas por uma determinada pessoa possam ajudar um terceiro a solucionar o seu problema.

E quanto a você: acha mesmo que os caminhos para vender baseado nos métodos convencionais se tornarão irrelevantes com o crescimento e sofisticação do mundo virtual? O que a sua empresa tem feito para se adaptar a essa nova realidade?

FONTE: HSM
Os questionamentos são interessantes, e bastante relevantes, sim.
Cabe refletir sobre eles....

Exame ou Playboy ?

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Tomo a liberdade de reproduzir um e-mail de um aluno meu, tratando dos e-mails que troquei com a Editora Executiva da Exame, Cristiane Correa. A troca de e-mails eu publiquei AQUI.
A seguir, o e-mail do Gustavo, com alguns grifos meus:
Rapaz... Não sei onde é que eu estava com a cabeça.

Resolvi entrar no seu blog, levei a menos uma hora pra terminar. Agora no meu computador registra 1 hora da manhã em ponto, sendo que as 6 eu acordo.

Só uma curiosidade... Como aguenta discutir com a mulher por e-mail!? Haja paciência, se sou eu ja tinha mandado catar coquinho. O chatice!! Afinal de contas, a mulher não vai assumir o erro e defender com unhas e dentes de que eles estão certos?

Só uma observação, é um saco ler sobre sustentabilidade. Podem dizer que não... Mas ta na moda... Hoje tem tudo que é banco adotando a palavra sustentabilidade.

Abraços, e boa sorte nessa briga... Pq eu já teria desistido há muito tempo.

E mais, trocaria pela assinatura da playboy (não pelo fato de ter mulher pelada, digo pelas reportagens, que são bem bacanas). A Exame compro uma vez ou outra dependendo da capa. Não acho que vale a pena gastar uma assinatura na Exame.
Bom, preciso dizer que eu concordo com ele ?

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Neuromarketing

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Começo diretamente pela reprodução da notícia, que li no Meio & Mensagem:
O publicitário norte-americano Martin Lindstrom lançou o controverso livro Buyology: Truth and Lies About What We Buy, que traz à tona os três anos de um estudo de US$ 7 milhões sobre neuromarketing, conduzido por ele próprio. Com um time de pesquisadores de Oxford, ele utilizou tecnologias como ressonância magnética e eletro-encefalograma em 2 mil pessoas de cinco países num esforço para melhor entender o comportamento dos consumidores.

O diferencial do estudo foi poder analisar a eficácia de mensagens de alerta de saúde em produtos, efeitos do product placement e de mensagens subliminares, dentre outras coisas.

Uma descoberta é que os consumidores são dirigidos não somente por motivações conscientes, mas subconscientes também. "A maioria das decisões que tomamos todos os dias ocorrem basicamente numa parte do cérebro onde não estamos sequer cientes delas", afirma. "Eu realmente quis encontrar o que faz uma marca ter apelo para nós. Você não pode perguntar isso para a mente consciente ou depender de uma resposta verbal".

Mas você pode depender do cérebro, diz ele, lembrando o porquê de o chamado neuromarketing, que é o estudo de como o cérebro responde ao marketing, ter vindo para ficar.

Lindstrom afirmou que uma das descobertas mais surpreendentes envolveu os maços de cigarro com mensagens fortes. Quando os pesquisadores perguntavam se o aviso funcionava, a maioria disse que sim. Essa era a resposta do consciente. Mas o subconsciente trouxe respostas diferentes. Isso porque quando os pesquisadores repetiram a mesma pergunta e exibiam flashes de imagens de embalagens com fotos fortes, tudo captado pela ressonância magnética, a imagem do exame ativava "manchas de desejo" no cérebro, indicando que os avisos fazem os fumantes quererem fumar mais, e não menos, como se supõe.

Em outros estudos, pesquisadores também apontaram que os anúncios anti-fumo tem efeito contrário.

A "Comprologia" também diz que o logo de uma marca não é tão importante como muitos julgam ser. O senso de som e cheiro dos consumidores pesquisados era muito mais poderoso que o senso de visão.

Outra conclusão é que o product placement nem sempre funciona. Por exemplo, quando os pesquisadores de Lindstrom analisaram essa estratégia em American Idol descobriram que a Coca-Cola foi mais efetiva na hora de cativar os consumidores do que a Ford, mesmo sabendo-se que ambas pagaram valores próximos a US$ 26 milhões em suas campanhas. A razão: a marca Coca-Cola e suas cores foram vistas continuamente, enquanto a Ford, que patrocinou videos no programa, era menos visível e integrada à ação.

Lindstrom compreende que as pessoas podem ter medo de usar o neuromarketing, mas segue convencido de que isso pode ser usado, desde que de maneira ética. A dvertising Research Foundation não vai comentar o assunto até ter acesso ao livro.
Ahn, essa coisa de "maneira ética" é uma lindeza.........
Afinal, qual seria a acepção de "ética" para o autor do livro ?

Típica leitura para momentos fecais ou, no limite, num período de escassez intelectual ou preguiça de usar os neurônios......

Consumidores desistem da sustentabilidade para economizar dinheiro

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Eu juro que freqüentemente penso em parar de tratar dessa imbecilidade chamada "sustentabilidade". Mas isso é uma praga: "aparece" na minha frente !
Nesta semana, num momento totalmente "light", estava lendo a coluna da Monica Bergamo, na Folha - uma coluna do tipo "coluna social", recheada de futilidades. Ou seja, uma leitura que não demanda nenhuma reflexão; pura distração mesmo.

Bom, até lá o assunto "sustentabilidade" aparece:
Discurso x atitude
Uma pesquisa feita pelo instituto Quorum Brasil mostra que nem sempre o discurso ecológico corresponde à prática. Apesar de 74% dos consumidores paulistanos entrevistados se considerarem preocupados com questões ambientais e 59% afirmarem que produtos com apelo ecológico influenciam sua decisão de compra, 70% desistem de comprar artigos com certificação verde caso estes custem mais do que similares não certificados.

NEM AÍ
Além disso, 47% não deixam de comprar um produto mesmo sabendo que ele é prejudicial à natureza. O levantamento foi feito a pedido do "Guia Exame de Sustentabilidade", que publica o resultado completo do estudo no fim do mês.
Obviamente, ainda não tenho os detalhes desta pesquisa.
Contudo, algumas dúvidas passaram pela minha cabeça......

Será que a Exame, ao publicar esta pesquisa (ou trechos dela) vai REALMENTE escrever, com todas as letras, que o consumidor NÃO tem pressionado nenhuma empresa a adotar processos "ecologicamente corretos", ou "sustentáveis" ou qualquer termo equivalente ?

Será que a Exame vai dar o braço a torcer ?

O que será que a Cristiane Correa, Editora-Executiva da revista, acha ?

Será que ela voltaria a tratar do assunto da mesma forma ?

Tantas perguntas......... Acabarei recebendo o tal "Guia Exame de Sustentabilidade", por AINDA ser assinante da josta.
Vejamos o que a Exame vai publicar, e qual contorcionismo eles farão para insistir em tratar do tema da forma irresponsável e burra como vêm fazendo até agora.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

AUSÊNCIA: causada pela incompetência (2)

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Alguns acharão que é brincadeira ou sacanagem minha, mas na verdade a sacanagem é da Telefônica.
Na semana passada, NOVAMENTE, fiquei sem o Speedy, e, portanto, sem acesso "normal" à web.

Apenas para confirmar: a incompetência da telefônica me deixou "off" pela segunda vez no mesmo mês.

Fiquei sem Speedy entre 30/09 e 04/10.
Depois, o Speedy "morreu" novamente em 14/10, e só voltou ao normal em 17/10.

Por isso, inclusive, minha ausência por aqui.

Sim, é claro que vou relatar as experiências escabrosas que tive como "cliente" (coitado!) da Telefônica.
Obviamente contarei tudo aqui no blog.
Não que vá resolver, porque a Telefônica é, sem sombra de dúvida, uma bosta.
Não vai resolver: a Telefônica continuará sendo uma bosta.

E o pior é que a ANATEL já sinalizou que vai permitir o aumento da concentração de mercado na telefonia, o que vai acabar causando a volta do monopólio.....

Eu cogitei cancelar o Speedy e migrar para um concorrente, mas descobri que isso seria impossível !
NET eu cancelei, na minha casa, há algum tempo, depois de ter sofrido com a incompetência dessa outra empresinha de merda.
Pensei, então, no Ajato..... Hummmmm.... pois é...... A TVA foi comprada pela Telefônica, então migrar do Speedy para o Ajato seria trocar seis por meia-dúzia: eu acabaria falando com aqueles atendentes despreparados da Atento, que "vão estar transferindo" para o suporte - que, por sua vez, "vai estar realizando alguns testes", e depois, finalmente, "vai estar encaminhando um técnico". Que nunca aparece.

Em suma: tenho que "engolir" o Speedy mesmo.
Que, como produto, não é ruim.
O que mata o Speedy é o péssimo serviço da Telefônica.
A Telefônica é que é uma bosta. O Speedy é OK.

Aliás, uma aluna minha, que trabalha na Telefônica, me perguntou isso uma vez....
Tive que concordar com ela.
Ela mesma, aliás, sabe que o atendimento ao cliente da Telefônica é um lixo.
Conheço outras pessoas que trabalham na Telefônica, e todas, sem exceção, confirmam isso.

Quem trabalha na empresa sabe que a Telefônica adota a filosofia da vaca no que tange ao atendimento a clientes.
Sim, aquela filosofia da vaca: a Telefônica está cagando e andando para o cliente.
Ela quer que o cliente se foda.

Simples.

E a falta de concorrência acaba fazendo com que o cliente se foda MESMO.

Besteirol e modismos em colapso ?

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O tema é recorrente aqui no blog, e, mais uma vez, volto a ele: MODISMOS.
Começo destacando um trecho de artigo publicado no Valor Econômico do último dia 17/10, de autoria de Lucy Kellaway, colunista do "Financial Times" (na íntegra, aqui, para assinantes):
Enquanto a economia está correndo no ar, uma outra coisa aconteceu e ninguém percebeu. Outro mercado explodiu, colocando um fim em um dos períodos de alta mais longos da história: o dos modismos administrativos. Nas últimas semanas, não recebi nenhum e-mail ou convite idiota para participar de um curso de treinamento baseado em um estudo sobre tribos antigas. Nenhuma teoria estúpida, nenhuma árvore de estratégia, nenhum jargão novo, nenhuma coisa sem sentido. Como eu comecei a monitorar essas coisas há 15 anos, nunca vi tamanha escassez de idiotices.

O período de alta do nonsense administrativo começou há cerca de 26 anos, com a publicação de "In Search of Excellence". O livro desencadeou todo um movimento de gurus e charlatões e resultou em administradores dizendo coisas como "precisamos alavancar a felicidade do cliente."

O mercado da tapeação não se comporta como os outros. Normalmente, quando os preços ficam muito instáveis há uma correção. Mas nesse mercado eu já invoquei uma correção muitas vezes, acreditando que as coisas haviam ficado tão estúpidas, que logo o bom senso iria prevalecer.

Até agora, o mercado dos modismos não vem dando respostas à recessão. As grandes demissões nos EUA nos anos 80 o encorajaram, semeando a linguagem do downsizing e a idéia moralmente neutra da reengenharia.

Então, o quê está acontecendo de diferente desta vez? Não é só o dinheiro -ou a falta dele-, embora isso seja parte. A tapeação administrativa tem um preço. Quando não há dinheiro, não há muito sentido em mandar uma equipe inteira para um curso de dois dias para aprender lições de liderança com, digamos, o Rei Lear.

O outro ingrediente é o medo. Se você estiver lutando pela sobrevivência, vai se concentrar nas coisas essenciais. Você vai querer objetividade; enquanto os modismos administrativos prosperam na confusão. Nas últimas semanas, as reuniões nas empresas têm sido as mais curtas e objetivas em décadas. A soberba não está mais sendo tolerada.

No devido momento o dinheiro voltará, os temores cessarão assim como a necessidade da administração dizer besteiras. É tentador prever que a indústria do besteirol administrativo retornará antes dos bancos de investimento. Mas quando isso acontecer, ela poderá não ser a mesma. Os dias de glória acabaram: as melhores idéias já foram tidas. A maioria delas por Peter Drucker há muito tempo, e deverá haver um limite à freqüência com que elas poderão ser reprocessadas. Não houve modismos interessantes nos últimos anos, na verdade, a indústria dos modismos está se parecendo um pouco com a da música. A Qualidade Total foi equivalente aos Rolling Stones: sólida e com capacidade de perdurar. Os modismos mais recentes, como o Gerenciamento de Lealdade, são equivalentes do HearSay -derivado de alguma coisa, e com um certo mau gosto.
E não é que eu não estou sozinho nesta batalha contra os modismos imbecilizantes ?????!!!!!
Modismos burros, vazios, estúpidos - lamentavelmente, eles proliferam como pragas na administração, no geral, e no marketing, em particular.

Andei tratando do "marketing político" quando, recentemente, uma desesperada e despreparada Marta Suplicy Favre andou apelando para baixarias para tentar reverter os números desfavoráveis de todos os institutos de pesquisa.
Reitero: o que o PT sempre faz é TERRORISMO, e não tem NADA a ver com marketing.
Os detalhes podem ser lidos aqui, aqui, aqui e aqui, por exemplo.

A PTralha MarTAXA, desesperada pela derrota iminente, atribuiu à "equipe de marketing" a exibição de vídeos vergonhosos durante o horário político-eleitoral. Ela não se responsabilizou pelas perguntas levantadas pela sua campanha, da mesma forma que o Lulla jamais se responsabilizou pelo mensalão, ou pelo caixa 2 comprovado em sua campanha presidencial. Nem preciso lembrar do "dossiê dos aloprados", pelo qual o senador Aloizio Mercadante também não se responsabilizou, né ?!
É costume, como vemos, que os candidatos do PT não se responsabilizem por nada.

Porém, que ninguém atribua essa irresponsabilidade ao "marketing" - ou, pior, ao "marketing político".
É apenas e tão somente a baixeza típica do PT.

Não tem relação alguma com marketing
.

Este blog tem discutido, também, outros modismos imbecis, como responsabilidade social, sustentabilidade, marketing viral, marketing pessoal etc.......
E o leitor atento poderá localizar diversos questionamentos aos tais modismos que, parece, os defensores destes modismos não têm condições de esclarecer.

Pois é......
Olha aí o problema dos modismos imbecilizantes...... São inexplicáveis !!!!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Sinal dos tempos

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30 anos separam a mesma situação e...

Situação: O Pedro está a pensar ir até ao mato depois das aulas, assim que entra no colégio mostra um canivete ao João, com a qual espera poder fazer uma forquilha para estilingue.

Ano 1978: O diretor da escola vê a navalha, pergunta-lhe onde se vendem, mostra-lhe a sua, que é mais antiga, mas que também é boa.

Ano 2008: A escola é fechada, chamam a Polícia, e levam o Pedro para um reformatório. As TVs apresentam os telejornais da porta da escola.

Situação: O Carlos e o Quim trocam uns socos no fim das aulas.

Ano 1978: Os companheiros animam a luta, o Carlos ganha. Dão as mãos e acabam por ir juntos jogar bola.

Ano 2008: A escola é fechada. O Jornal de Notícias faz uma capa inteira dedicada ao tema, e a TV insiste em colocar-se à porta da escola e apresentar o telejornal, mesmo debaixo de chuva.

Situação: O Jaime não pára quieto nas aulas, interrompe e incomoda os colegas.

Ano 1978: Mandam o Jaime ir falar com o Diretor, e este dá-lhe uma bronca de todo o tamanho. O Jaime volta à aula, senta-se em silêncio e não interrompe mais.

Ano 2008: Administram ao Jaime umas valentes doses de lexotan e inúmeras seções com psicólogas e psiquiatras. O Jaime parece um Zumbi. A escola recebe um apoio financeiro por terem um aluno incapacitado.

Situação: O Luis quebra o vidro de um carro do bairro dele. O pai caça pega a cinta e aplica-lhe uma boa surra.

Ano 1978: O Luis tem mais cuidado da próxima vez. Cresce normalmente, vai à universidade e converte-se num homem de negócios bem sucedido.

Ano 2008: Prendem o pai do Luís por maus tratos a menores. Sem a figura paterna, o Luís junta-se a um gang de rua. Os psicólogos convencem a sua irmã que o pai abusava dela e metem-no na cadeia para sempre. A mãe do Luís começa a namorar com o psicólogo. O programa da Luciana Gimenez mantém durante meses o caso em estudo...

Situação: O Zézinho cai enquanto praticava atletismo, arranha um joelho. A sua professora Maria encontra-o sentado na beira da pista a chorar. Maria abraça-o para o consolar.

Ano 1978: Passado pouco tempo, o Zézinho sente-se melhor e continua a correr.

Ano 2008: A Maria é acusada de perversão de menores e é demitida. Confronta-se com 3 anos de prisão. O Zézinho passa 5 anos de terapia em terapia. Os seus pais processam a escola por negligência e a Maria por trauma emocional, ganhando ambos os processos. Maria, no desemprego e cheia de dívidas suicida-se atirando-se de um prédio. Ao aterrar, cai em cima de um carro, mas antes ainda parte com o corpo uma varanda. O dono do carro e do apartamento processam os familiares da Maria por destruição de propriedade. Ganham. A TV Globo produz uma mini série baseada neste caso.

Situação: Um menino branco e um menino negro se pegam a tapas por um ter chamado o outro de 'chocolate'.

Ano 1978: Depois de uns socos esquivos, levantam-se e cada um para sua casa. Amanhã são colegas.

Ano 2008: A TV envia os seus melhores correspondentes. A Policia Federal prepara uma grande campana, dessas com investigadores que passaram dias no colégio a averiguar fatos. Emitem-se programas documentários sobre jovens problemáticos e ódio racial. O governo oferece um apartamento à família do menino negro.

Situação: Tens que fazer uma viagem.

Ano 1978: Viajas num avião de VARIG, dão-te de comer, convidam-te a beber seja o que for, tudo servido por hospedeiras de bordo espectaculares, num banco que cabem dois como tu.

Ano 2008: Entras no avião a apertar o cinto nas calças, que te obrigaram a tirar no controle. Enfiam-te num banco onde tens de respirar fundo para entrar sem dar uma cotovelada na boca do passageiro ao lado e se tiveres sede o serviço de bordo te apresenta um menu de bebidas com os preços inflacionados 150%. E vc não pode chiar muito não porque quando aterrisar se a policia cismar com vc vão te enfiar o dedo mais gordo do mundo no seu rabo pra ver se vc não esta trazendo drogas...

Situação: Quando vc fazia palhaçada na sala de aula:

Ano 1978: O professor lhe aplicava 2 clocs na cabeça ou uma boa reguada de madeira nas costas bem merecidas. Ao chegar a casa o teu pai repetia a dose porque 'coisa boa vc não deve ter feito'

Ano 2008: Faz uma palhaçada. O professor pede desculpa. O teu pai pede desculpa e compra-te uma Playstation 3.

Situação: Chega o dia de mudança de horário de Verão para Inverno.

Ano 1978: Não acontece nada.

Ano 2008: As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão e caganeira.

Situação: O fim das férias.

Ano 1978: Depois de passar 15 dias viajando num fiat 147 com a família pela praia. No dia seguinte vai-se trabalhar.

Ano 2008: Depois de voltar de Cancún de uma viagem com tudo pago, terminam as férias. As pessoas sofrem de distúrbios de sono, depressão, seborréia e caganeira e vai encher o saco do médico no hospital pedir atestado.

VOCÊ EXPLICA?

FREUD NÃO CONSEGUIU!!!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Dia do Professor

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Nada mais apropriado para homenagear o Professor:

60 verdades inconvenientes

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1. 'O amor é como capim: você planta e ele cresce. Aí vem uma vaca e acaba com tudo.'

2. 'Sexo é como truco, Se você não tem um bom parceiro, é melhor que tenha uma boa mão... '

3. 'Estamos numa época em que o Fim do Mundo não assusta tanto quanto Fim do Mês'

4. 'O homem é o único animal que consegue estabelecer uma relação amigável com as vítimas que ele pretende comer.'

5. 'Tamanho não é documento e dinheiro não traz felicidade'. (Autor Desconhecido, pobre e de pinto pequeno)

6. 'Nunca fiz amigos bebendo leite'

7. Comer Puta é igual Bung Jump: a emoção é grande, mas se estourar a borracha você tá fudido!!!

8. 'Acho que estou com anorexia: Não estou comendo ninguém!'

9. 'De que adianta a beleza interior da mulher, se o pênis não tem olhos???'

10. 'O homem pensa demais porque tem 2 cabeças e... A mulher fala demais porque tem 4 lábios !!!'

11. Quer conhecer tua namorada... CASA! Quer conhecer tua mulher... SEPARA!!!

12. Quando me casei, descobri a felicidade. Mas aí, já era tarde demais...

13. Casamento é uma tragédia em dois atos: civil e religioso

14. Amor é aquilo que começa com um príncipe beijando um anjo e acaba com um careca olhando para uma gorda.

15. Velho é aquele que quando jovem costumava ter quatro membros flexíveis e um duro. Agora tem quatro duros e um flexível.

16. Status é comprar uma coisa que você não quer, com um dinheiro que você não tem, para mostrar pra gente que você não gosta uma pessoa que você não é.

17. Feliz é aquele que é tão bonito quanto a mãe acha que é. Tem tanto dinheiro quanto o filho dele acha que tem. Tem tantas mulheres quanto a mulher dele acha que ele tem. E é tão bom de cama como ele acha que é

18. 'Quem trabalha muito, erra muito. Quem trabalha pouco, erra pouco. Quem não trabalha não erra. E quem não erra... é promovido.'

19. 'Como é difícil se livrar de uma mulher fácil.'

20. 'Sabe o que o argentino tem mais que o brasileiro? Tem mais é que se fuder'

21. 'A verdadeira bravura está em chegar em casa bêbado, de madrugada, todo cheio de batom, ser recebido pela mulher com uma vassoura na mão e ainda ter peito pra perguntar: vai varrer ou vai voar?'

22. 'Casamento é igual piscina gelada, depois que o primeiro tonto entra, fica falando para os outros: - Pula que a água tá boa.'

23. 'Eu li que fumar fazia mal, então parei de fumar... Li que beber fazia mal, então parei de beber... Li que comer gordura fazia mal, então parei de comer... Li que sexo fazia mal, então parei de LER!!!'

24. 'Um cigarro encurta a vida em 2 minutos... Uma garrafa de álcool encurta a vida em 4 minutos... Um dia de trabalho encurta a vida em 8 horas'

25. 'Mulheres são como piscinas: O custo da manutenção é muito elevado se comparado ao tempo que passamos dentro delas.'

26. 'Se você sentir duas bolinhas encostando na sua bunda, não se preocupe, o pior já passou'.

27. 'Quem enxerga mais longe é o ginecologista... porque enxerga lá na casa do c......'

28. 'Se caminhar fosse bom para a saúde o carteiro seria imortal'

29. 'Se você é capaz de sorrir quanto tudo deu errado, é porque já descobriu em quem pôr a culpa.'

30. 'A posição sexual que os casais mais usam é a de cachorrinho: o marido senta e implora... a mulher rola e finge de morta!!!'

31. '90% do meu dinheiro eu gasto com bebida. Os outros 10% são do garçom'

32. 'Bom mesmo é não fazer nada e depois... descansar.'

33. 'Galileu, quando afirmou que o mundo girava ele simplesmente afirmou o que nós bêbados já sabíamos.'

34. 'Crianças no banco dianteiro podem causar acidentes... Acidentes no banco traseiro podem causar crianças.'

35. 'Eu bebo pra ficar ruim mesmo... se fosse para ficar bom eu tomava remédio'.

36. 'A diferença entre uma mulher na TPM e um seqüestrador, é que com o seqüestrador ainda existe uma possibilidade de negociação.'

37. 'Se não puder ajudar, atrapalhe, afinal o importante é participar.'

38. 'Errar é humano. Colocar a culpa em alguém é estratégico.'

39. 'O novo e-mail do governo é: planalto@lheira.gov.br

40. 'Os homens mentiriam muito menos se as mulheres fizessem menos perguntas'

41. 'Marido é igual a menstruação: Quando chega, incomoda; quando atrasa, preocupa'

42. 'Se o horário oficial é o de Brasília, por que a gente tem que trabalhar na segunda e na sexta?'

43. 'Errar é humano, persistir no erro é americano, acertar no alvo é muçulmano. '

44. 'Roubar idéias de uma pessoa é plágio... Roubar de várias é Monografia'

45. 'Nas horas difíceis da vida você deve levantar a cabeça, estufar o peito, e dizer de boca cheia: Agora fudeu...!!!'

46. 'Já que cada vez mais as mulheres estão indo em busca de seus direitos, bem que na volta poderiam trazer uma cerveja...'

47. 'Mulher feia é que nem muro alto, primeiro dá um medo.... mas depois a gente acaba trepando.'

48. 'Não te cases por dinheiro, podes conseguir um empréstimo bem mais barato.'

49. 'Casar é a metade do divertimento pelo dobro do preço'

50.' Há 2 palavras que abrem muitas portas: Puxe e empurre. '

51. 'Não há melhor momento do que hoje para deixar para amanhã o que você não vai fazer nunca'

52. 'Todos os cogumelos são comestíveis... porém alguns só uma vez'

53.'Se tamanho fosse documento o elefante era dono do circo.'

54. 'Mulher feia é que nem pantufa.... dentro de casa é até gostoso, mas pra sair na rua dá uma vergonha...'

55. 'Filho é igual peido: você só agüenta o seu... e olha lá'

56. 'O único lugar em que o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário'

57. 'Selinho sem língua não cola'

58. 'As 3 maiores mentiras do mundo: O dinheiro não traz felicidade. O trabalho enobrece o homem. Deixa eu por só a cabecinha.'

59. 'Na vida tudo é passageiro, menos o motorista e o cobrador.'

60. 'O que é um peido pra quem tá cagado'

PS: Recebi do Adauto, por e-mail, e gostei tanto que publico.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Por favor, use o meu concorrente !

0 Comentários
Sim, essa é quase inacreditável: uma empresa pede, gentilmente, ao cliente, que recorra à concorrência.
A imagem diz tudo:


LEGENDA: Ao usar o navegador do Google, o Google Chrome, e tentar acessar o serviço Google Groups, também do Google, o internauta é convidado a usar um navegador da concorrência - seja o FireFox, seja o Internet Explorer.
Fonte: Blog TáDifícil

Não é o máximo ?!